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Intersindical envia carta cobrando reunião com direção do Grupo

Natal, 23 de março de 2018

Senhor Mário José Ruiz MD Diretor Presidente da Neoenergia,

Prezado Senhor, Não há lucro, resultado, meta alcançada ou qualquer outro objetivo corporativo que faça uma impresa crescer sem a participação direta dos trabalhadores. São eles os únicos responsáveis pelo sucesso de qualquer instituição. No caso das empresas que formam o grupo Neoenergia, não poderia ser diferente. Fazemos as empresas serem referências no setor elétrico nacional e sempre estarem entre as melhores do mercado como um todo.

Apesar do sucesso, ano após ano, nos resultados, mesmo em cenários econômicos adversos, estes trabalhadores estão vivenciando um clima de terror nos últimos meses. É de se estranhar que este clima ocorra coincidentemente com o ingresso majoritário do Grupo Iberdrola na holding Neoenergia.

A política de gestão de RH atual é semelhante nas três maiores empresas do grupo. Intimidação, ameaças, assédio e, pior, demissões injustificadas formam juntas os ingredientes de uma política perversa de RH, que penaliza os responsáveis por fazer as empresas serem o que são. Não justificando, portanto, essas ações perversas deliberadas.

Não podemos aceitar demissões sob o pretexto subjetivo de “Baixa Produtividade”. Esta, aliás, é a única justificativa dada para os desligamentos que, na prática, atingem trabalhadores com histórico exemplar, dedicação exclusiva para a empresa por mais de 30 anos e, inclusive, avaliações de desempenho individual acima da média por todos os anos de serviços prestados.

A lógica de demitir indistintamente é o caminho contrário do cenário que se apresenta para o país. Ademais, são esses trabalhadores que colocam as empresas do grupo no rol das melhores empresas do país, com indicadores positivos e crescimento crescente do lucro para os acionistas.

As tentativas de negociar esta situação com as empresas foram todas frustradas. Em respostas aos questionamentos dos sindicatos, as gerencias de RH foram uníssonas em alegar a famigerada “baixa produtividade” como desculpa, apesar de os representantes sindicais mostrarem que esta desculpa não se aplicava praticamente na totalidade dos casos.

Nos três primeiros meses de 2018, somadas as demissões nas três empresas, mais de cem trabalhadores, com a mesma alegação de baixa produtividade, foram demitidos. O clima de apreensão domina os ambientes de trabalho, interferindo inclusive no rendimento e na atenção de pessoas que não podem perder a concentração, já que um erro, em alguns postos de serviço, é a diferença entre a vida e morte.

Diante desse cenário, a Intersindical Neoenergia, ferramenta de organização que reúne os três sindicatos dos trabalhadores da Coelba, Celpe e Cosern, vem por meio desta carta solicitar uma reunião para debater esse assunto e buscar no diálogo a resolução o fim deste impasse, que interfere na dignidade de cada trabalhador do grupo.

Certos da atenção especial ao nosso pedido, nos despedimos cordialmente.

PS – Cópias desta Carta segue aos Presidentes de cada empresa e ao Presidente do Conselho de Administração da Neoenergia.

Atenciosamente,
INTERSINDICAL NEOENERGIA

Sindurb – Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco

Sintern – Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Norte

Sinergia – Sindicato dos Eletricitários da Bahia

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