POR QUE? “A PERGUNTA ESTÁ NO AR” - em 24/11/09

 A categoria questiona  porque a COSERN de forma unilateral preferiu não aguardar a “AUDIÊNCIA DE EXECUÇÃO” da Sentença Normativa exarada pelo TRT, no Dissídio Coletivo de 2007/2008, que foi realizada ontem, dia 23 de novembro de 2009. Os trabalhadores estão preocupados e querem saber o que está por traz de mais esta “MANOBRA DA COSERN”.

Conduta
    A COSERN agiu de forma deselegante, obscura, intempestiva, desagregadora e incoerente com qualquer princípio do direito e do respeito que norteia todos os processos de negociação coletiva de trabalho em qualquer foro que esteja se desenvolvendo. A Empresa resolveu atropelar o processo, com uma ação duvidosa  e insensata, cujos objetivos na execução devem trazer no seu bojo algumas jogadas maliciosas e de enganação para com os trabalhadores.
    A liberação deste pagamento aleatório, sem discussão com a direção do SINTERN deixa antever jogada não devidamente explicada. Esta manobra cria situações cujos aspectos parecem a primeira vista ser importante para a categoria, mas quando devidamente analisados, mostram toda a sistemática de artimanhas que no final da apuração, refletirá em prejuízos aos trabalhadores.

Questionamento
    O questionamento dos trabalhadores refletem a falta de confiança nas ações da COSERN para com os seus empregados. Desde que a Empresa foi privatizada, há 12 anos, que a categoria nunca foi alvo de um só benefício de melhoria, muito pelo contrário.
    Os trabalhadores são costumeiramente surpreendidos com ações objetivando retirar seus benefícios, assim foi: com o PCCS; com Prêmio Assiduidade; com os Anuênios;  e agora toda essa briga porque também querem retirar o Prêmio Aposentadoria; manter uma jornada de trabalho sacrificante; retirar direitos do vale transporte; acabar com o Clube Cosern, retirar a garantia de emprego para quem estar a dois anos da aposentadoria, etc.
    Por isto, o trabalhador da COSERN vive hoje a situação de que “Gato escaldado tem medo de água fria”. É estranho a Empresa não ter  cumprido a sentença e agora, sem discutir com o Sindicato, resolve pagar, sem que se conheça tudo que foi feito e porque foi feito dessa maneira.

Manobra
    Por outro lado, ficou claro que a manobra coserniana tem o objetivo de tentar desvirtuar as decisões judiciais que emanarão da ação de Execução. Com isto, a COSERN, não pagou, não cumpriu a sentença, não discutiu com o Sindicato.
    A COSERN desejou chegar a audiência como boazinha, pois creditou à sua maneira o pagamento dos trabalhadores. Vale salientar, que a Ação de Execução  interposta pelo Sindicato atinge toda pauta julgada pelo TRT, e não apenas parte dela como deseja a Empresa.
    Os trabalhadores depositam toda confiança na Justiça do Trabalho e esperam uma sentença capaz de atender aquilo que foi julgado pelo TRT, garantindo aos trabalhadores todos os seus direitos.
    Não são ações como esta, desenvolvida pela COSERN, que melhorará o clima de insatisfação dos trabalhadores. Muito pelo contrário, servem apenas para acirrar os ânimos, pois ações deste tipo faz disparar o desconfiômetro da categoria.