Notícias do Sindicato

Pior que touradas

cionistas espanhóis mostram o lado perverso e desumano na gestão das empresas do grupo

A fúria espanhola tem deixado os trabalhadores do Grupo Neoenergia em pânico. Não! Não estamos falando de um futuro embate entre a seleção canarinho com a Espanha ds craques Piqué, Iniesta, Busquets e companhia na próxima Copa do Mundo. O terror tem única e exclusivamente a ver com a gestão perversa
imposta pelos novos acionistas majoritários do Grupo Neoenergia, a temida Iberdrola.

Os espanhóis, desde que assumiram, fazem questão de humilhar a honra de cada trabalhador. Nos últimos meses, um festival de demissões ocorreu em todas as empresas. A receita não muda. Seja na Celpe, na Cosern ou na Coelba, as vítimas da fúria espanhola são, via de regra, pessoas com mais de 30 anos, histórico exemplar de serviços prestados e avaliações de desempenho excelentes. Mas, nada disso é levado em conta pelos acionistas que ainda tem o cinismo de afirmar que se preocupam com as pessoas.

 

A desculpa mais esfarrapada é a famigerada “baixa produtividade”, que não tem os verdadeiros critérios revelados. Ora, como enquadrar alguém como “pouco produtivo” se, além de não haver critério que justifique esse enquadramento, a maioria dos demitidos tiveram suas últimas avaliações de desempenho acima da média, em alguns casos, desempenho considerado excelente.

Mesmo que houvesse uma situação pontual de queda de rendimento, a empresa sequer dá oportunidade para um novo enquadramento, colocando na lata do lixo todo um legado de dedicação e contribuição para o sucesso da corporação.

Não há dúvidas. A turma da Iberdrola/Neoenergia tem prazer sádico ao demitir. O festival de demissões é a carta de apresentação que mostra como agem os gringos em relação aos trabalhadores. Assim como nas touradas, a crueldade não tem limites. Pior ainda se há uma tentativa escusa de maximizar o lucro.

Na prática, o que se revela é uma orientação de gestão de RH baseada na implantação de três pilares: 1 – espalhar o medo; 2 – disseminar o terror e; 3- ampliar a perversidade. A Intersindical repudia a postura da holding e as atitudes tomadas contra trabalhadores com praticamente a vida inteira dedicada a empresa.

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