A Nova Eletrobras e o Velho Marketing
14 de maio de 2010 | Autor: CNE
Fonte: CNE

Em pesquisas de data-base de 2009 e 2010, elaboradas pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários – CNE, uma questão se destacou e chamou a atenção dos dirigentes sindicais: a maioria dos que responderam as pesquisas declarou que as informações a respeito da “Nova Eletrobras” são insuficientes e, ao mesmo tempo, consideram que é necessário ampliar a participação dos trabalhadores na discussão dessa temática.

Os eletricitários dão uma clara e objetiva sinalização às direções de que não desejam apenas desempenhar um papel de executores de decisões definidas pelas cúpulas das empresas. Mas, principalmente, querem participar das discussões sobre as mudanças que fortaleçam o Grupo Eletrobras visando atender os interesses dos trabalhadores e da sociedade como um todo.

No 1º Congresso dos Eletricitários da Região Sul e Mato Grosso do Sul, em plenárias de data-base e em debates/encaminhamentos mais recentes os eletricitários tem afirmado algumas premissas que consideram fundamentais para que o Grupo Eletrobras caminhe de fato na direção do aprofundamento do caráter público das estatais:
- Que as empresas estatais tenham garantia de acesso a financiamento público;
- Que as empresas estatais sejam majoritárias nos empreendimentos no sentido de coordenar a política energética;
- Que a energia elétrica seja tratada pelo governo e pelo estado como um bem social e essencial a população;
- Que a energia elétrica seja instrumento de desenvolvimento econômico e social, priorizando sempre o atendimento do interesse público;
- Que a energia elétrica sirva de ferramenta e cumpra o papel de inclusão social das camadas mais carentes da população;
- Que a energia elétrica contribua para fortalecer a autonomia do país, na perspectiva da sua verdadeira soberania;
- Que as empresas do grupo Eletrobras contribuam para a integração dos povos e, em especial, os povos da America Latina e Caribe.

Em função do acúmulo de conhecimento/experiência dos eletricitários, que há décadas vêm contribuindo para o desenvolvimento do país, e, com a compreensão de que a energia elétrica não é mercadoria e sim fator imprescindível para a melhoria da condição de vida das pessoas, é que os sindicatos integrantes da Intersul (juntamente com os trabalhadores/as) vêm defendendo as premissas acima.

Para os sindicatos que compõem a Intersul uma Nova Eletrobras pública, mais democrática e comprometida com os interesses maiores do povo e da nação brasileira não será fruto de uma ostensiva campanha de marketing. É preciso compreender isto, de uma vez por todas!