Preço de cesta básica cai em 16 capitais
05 de agosto de 2010 | Autor: Valor Econômico
Fonte: Valor Econômico

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que os preços dos alimentos mantêm trajetória decrescente pelo terceiro mês consecutivo. Em julho, a queda foi puxada principalmente pela redução nos preços do tomate e do açúcar.

Das 17 cidades analisadas, 16 registraram diminuição no valor da cesta básica no mês passado. A maior queda foi verificada no Rio, onde alimentos básicos ficaram 6,60% mais baratos. Em Belo Horizonte, os preços recuaram 5,86%, em em Curitiba, 4,86%. Houve quedas também em Florianópolis (4,75%), Porto Alegre (4,22%), Brasília (4%), São Paulo (3,89%) Vitória (3,83%), Recife (3,81%), Goiânia (3,63%), Salvador (2,42%), Aracaju (1,70%), Manaus (1,51%), João Pessoa (1,43%), Natal (1,32%) e Fortaleza (0,10%). Os preços subiram apenas em Belém: alta de 0,05% em julho.

A cesta básica mais cara, entretanto, continua sendo a de São Paulo, onde se paga R$ 239,38 pelos produtos alimentícios de primeira necessidade. A cesta básica mais barata do país é a de Aracaju, que custa R$ 181,04.

No acumulado dos sete primeiros meses de 2010, apenas duas cidades contabilizam queda nos preços: Brasília (-0,47%) e Rio de Janeiro (-0,12%). Em Recife, o aumento dos preços no ano chega a 17,23%, enquanto em São Paulo a alta acumulada é de 4,90%.

O Dieese estima que o salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 2.011,03, quase quatro vezes o valor atual, de R$ 510,00. A estimativa considera o custo da cesta básica e a determinação constitucional que estabelece que o mínimo deveria suprir despesas com moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, além de alimentação. O número de julho é inferior ao estimado em junho, quando o mínimo ideal foi calculado em R$ 2.092,36.