Cesta básica reduz 6,39% em Natal
08 de setembro de 2010 | Autor: DIEESE
Fonte: DIEESE

 

A tendência de queda no preço dos produtos alimentícios essenciais manteve-se, em agosto, segundo apurou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – em 17 capitais. Apenas em Porto Alegre – onde o valor do conjunto de gêneros essenciais subiu 1,36% - houve alta. Entre as demais localidades, o recuo foi menor que no mês anterior nas capitais do Centro-Sul do país, enquanto no Norte-Nordeste a queda foi mais significativa. As menores retrações, em agosto, ocorreram para Florianópolis (-0,08%), Goiânia (-0,49%), Rio de Janeiro (-0,57%) e Curitiba (-0,71%). As variações negativas mais expressivas foram apuradas em Natal (-6,39%) e Recife (-6,28%). 


Na capital potiguar, o custo da cesta de alimentos essenciais, no mês de agosto, ficou em R$ 195,58, registrando o maior valor entre as 6 capitais nordestinas pesquisadas pelo DIEESE. Em comparação com julho, foi apurada redução de 6,39%. Entre janeiro e agosto deste ano, a cesta teve alta de 5,12% e em relação a agosto de 2009 subiu 0,76%.


Os preços de cinco, dos doze produtos que compõem a cesta básica natalense, tiveram queda, em agosto, e três deles foram determinantes para a redução no custo total do conjunto de gêneros alimentícios básicos: tomate (-45,74%), feijão (-9,11%) e açúcar (-7,50%). Pequenas variações ocorreram para o arroz (-1,00%) e o pão francês (-0,20%).  Houve estabilidade no preço do leite integral. Dentre os seis produtos que tiveram alta, o maior aumento foi registrado para a banana ( 8,44%), seguido pelo café (3,86%), manteiga (2,79%), farinha (2,42%), carne bovina (1,86%) e óleo de soja (1,21%).

 

Alimentação Básica da Família Natalense Custa R$ 586,74

Considerando uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto), o custo da cesta básica, para o sustento dessa mesma família durante um mês, conforme calculado pelo DIEESE, foi de R$ 586,74 contra os R$ 626,76 no mês de julho. O custo do mês de agosto é equivalente a aproximadamente 1,15 vezes o salário mínimo bruto de R$ 510,00.

Comprometimento do Salário Mínimo com a Cesta Básica em  Natal é de 41,68%

Para adquirir uma cesta básica na capital norte-rio-grandense, no mês de agosto o trabalhador natalense que ganha um salário mínimo comprometeu 41,68% do seu rendimento líquido: R$ 469,20 - após o desconto de 8,0% referente à contribuição previdenciária. Em julho, o custo da cesta representava 44,53% do valor do mínimo líquido.


A aquisição dos produtos essenciais requereu, em agosto, do trabalhador natalense remunerado pelo salário mínimo (R$ 510,00) o cumprimento de uma jornada de 84 horas e 22 minutos. Em julho, a mesma compra demandava a realização de 90 horas e 07 minutos.

Salário Mínimo Necessário é de R$ 2, 023,89


Para estimar o valor do salário mínimo necessário, o DIEESE toma por base o maior custo apurado para a cesta básica, e leva em conta a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em agosto, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.023,89, ou seja, 3,97 vezes o mínimo em vigor, de R$ 510,00. Como o valor é calculado a partir do custo apurado na capital onde a cesta é mais cara, e em agosto esta localidade foi a única com elevação, o total estimado para o mês é ligeiramente superior ao registrado em julho, quando ficou em R$ 2.011,03 (3,94 vezes o menor salário pago no país). Em agosto de 2009, o valor do mínimo foi calculado em R$ 2.005,07, o que representa 4,31 vezes o mínimo então em vigor, de R$ 465,00.