Funcionários da Energisa ameaçam greve geral
09 de setembro de 2010 | Autor: O Norte
Fonte: O Norte

Funcionários da Energisa, distribuidora de energia na Paraíba, realizaram um protesto ontem, na Avenida Dom Pedro II, próximo à Praça João Pessoa, no Centro da Capital. Eles ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado, caso as reivindicações não sejam atendidas, entre elas o pagamento da Participação nos Lucros e Rendimentos (PLR) e retorno da terceirização. Até as dez horas da manhã, o grupo esteve no local, fechando a via em alguns momentos, parando o trânsito. A tentativa foi alertar para a falta de atenção da empresa com a categoria.

Os trabalhadores contaram que existe um clima de medo dentro da Energisa. "Nos sentimos prejudicados. Não há interesse pelos servidores, nem preocupação com os funcionários. Só pensam no próprio lucro", relatou um leiturista de 35 anos, há um ano e dois meses na função, que preferiu não se identificar, temendo represálias. "A empresa cobra muito de nós e, apesar do nosso esforço, de vez em quando vemos colegas sendo demitidos. A gente trabalha com medo", observou outro funcionário que também não quis citar o nome.

O movimento foi uma forma de reivindicar também o Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) que, segundo o presidente do Sindicato dos Eletricitários (Sindeletric), Manoel Henrique de Almeida, não existe. "Também estamos iniciando a campanha salarial e a mobilização envolve todos os funcionários", assegurou. Trabalhadores de outros municípios também vão realizar mobilizações.

Manoel Almeida acrescentou que a empresa não responde às solicitações do sindicato. "Enviamos três documentos e não foi aberta nenhuma negociação. A PLR deveria ter sido fechada no início do ano, mas não houve andamento. Por isso, vamos intensificar as atividades por todas as cidades. É preciso chamar a atenção para as condições em que os servidores estão trabalhando", disse.

A assessoria de imprensa do grupo Energisa na Paraíba informou que todas as reivindicações dos servidores são comuns sempre que se aproxima o período da data base. Estas exigências estariam ocorrendo por pressão natural do sindicato neste período. Sobre a PLR, existiria uma negociação em curso, e estaria havendo diálogos sobre todos os pontos solicitados pelos funcionários. Ainda de acordo com a assessoria, os cerca de 2,5 mil servidores contam com uma série de benefícios, a exemplo de uma ajuda de custo mensal de R$500, salário superior ao mínimo e plano de saúde. Portanto, não haveria razão para protestos e ameaça de greve.