Dieese divulga resultados da Pesquisa de Emprego e Desemprego
02 de outubro de 2010 | Autor: Dieese
Fonte: Dieese

RESULTADOS DO MÊS

1. As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese, mostram que, em agosto, a taxa de desemprego total na RMSP apresentou pequena redução, ao passar de 12,6%, em julho, para os atuais 12,3%, em movimento típico para o período. Segundo suas componentes, esse resultado refletiu comportamento das taxas de desemprego aberto (de 9,4% para 9,3%) e oculto (de 3,2% para 3,0%).

2. Em agosto, o contingente de desempregados foi estimado em 1.315 mil pessoas, 31 mil a menos do que no mês anterior, resultado da criação de 42 mil ocupações e da relativa estabilidade da força de trabalho da região (acréscimo de 11 mil pessoas). A taxa de participação (63,4%) permaneceu estável no período em análise.

3. Segundo os domínios geográficos para os quais os indicadores da PED são calculados, verificou-se que, entre julho e agosto, a taxa de desemprego total diminuiu no conjunto dos municípios da RMSP, excluindo-se a capital (de 13,6% para 12,8%) e na região do ABC (de 12,1% para 11,3%), mantendo-se relativamente estável no município de São Paulo (de 12,0% para 11,9%).

4. O nível de ocupação variou positivamente (0,4%), com criação de 42 mil postos de trabalho, elevando a estimativa do contingente de ocupados para 9.379 mil pessoas. Os aumentos do nível de ocupação no Comércio (4,4%, ou criação de 63 mil postos de trabalho) e no agregado Outros Setores (1,3%, ou 14 mil) mais que compensaram as pequenas reduções nos Serviços (0,5%, ou 24 mil) e na Indústria (0,6%, ou 11 mil ocupações).

5. Segundo posição na ocupação, houve pequena variação negativa no total de assalariados (0,3%), reflexo da redução do emprego público (3,7%) e da relativa estabilidade no setor privado (0,1%). Neste segmento, houve pequeno crescimento do contingente de assalariados com carteira de trabalho assinada (0,5%) e redução daqueles sem carteira (1,3%). Aumentaram o número de ocupados classificados nas demais posições ocupacionais (4,2%) e o de autônomos (0,5%).

6. Entre junho e julho de 2010, elevaram-se os rendimentos médios reais de ocupados (2,3%) e assalariados (2,1%), passando a equivaler a R$ 1.353 e R$ 1.374, respectivamente. A massa de rendimentos dos ocupados aumentou 2,1%, como resultado da elevação do rendimento médio, uma vez que o nível de ocupação não variou. A massa salarial elevou-se em 1,2%, devido ao crescimento do salário médio, que mais que compensou a pequena redução do nível de emprego.

 

COMPORTAMENTO EM 12 MESES

7. Em agosto de 2010, a taxa de desemprego total na RMSP (12,3%) ficou abaixo da registrada no mesmo mês do ano anterior (14,2%). Nos últimos 12 meses, a taxa de desemprego aberto diminuiu de 10,1% para 9,3% e a de desemprego oculto, de 4,1% para 3,0%. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego oculto pelo trabalho precário passou de 2,9% para 2,2% e a de desemprego oculto pelo desalento, de 1,1% para 0,8%.

8. No mesmo período, o contingente de desempregados reduziu-se em 186 mil pessoas, resultado da geração de 311 mil postos de trabalho, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho da região (125 mil). A taxa de participação manteve-se relativamente estável (de 63,5% para 63,4%).

9. O nível de ocupação aumentou 3,4%, crescimento pouco inferior ao verificado no mês anterior, nessa base de comparação (Gráfico 3). Ampliaram-se os contingentes de ocupados na Indústria (166 mil, ou 10,6%), nos Serviços (78 mil, ou 1,6%), no Comércio (50 mil, ou 3,4%) e no agregado Outros Setores (17 mil, ou 1,6%).

10. O assalariamento total aumentou 4,2%, resultado de seu crescimento no setor privado (5,8%), que mais que compensou a retração no emprego público (8,2%). No segmento privado, elevaram-se os contingentes de assalariados que possuíam carteira de trabalho assinada (6,2%) e dos que não a possuíam (4,3%). Cresceu o número de trabalhadores classificados nas demais posições ocupacionais (4,2%) e manteve-se relativamente estável o de autônomos (0,1%).
11. Entre julho de 2009 e de 2010, o rendimento médio real dos ocupados aumentou 3,1% e o dos assalariados diminuiu (0,8%). A massa de rendimentos dos ocupados cresceu 6,4%, em razão da expansão do nível de ocupação e do rendimento médio. A massa salarial também se elevou (4,2%), devido ao aumento do nível de emprego, pois o salário médio reduziu-se.