Manifestação Pública Contra a Violência à Mulher
23 de novembro de 2010 | Autor: Centrais Sindicais
Fonte: Centrais Sindicais

Dia 25 de novembro é Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. É um dia marcado, no mundo todo, por manifestações que reivindicam o direito a uma vida sem violência para todas as mulheres e afirmam em alto e bom som: VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES: TOLERÂNCIA NENHUMA!

 

A proposta de marcar o dia 25 de novembro como dia de luta pelo fim da violência contra mulheres surgiu no I Encontro Feminista Latino Americano e Caribenho, em 1981. Essa data foi escolhida para homenagear as três irmãs Mirabal (Maria, Patria e Minerva), da República Dominicana, que em 1960, durante a ditadura Trujillo, foram brutalmente assassinadas.

 

A violência contra as mulheres é um sério problema que atinge milhões de mulheres no mundo todo e, de maneira intensa, os países que compõe o Mercosul. Este ano, as centrais sindicais dos países que formam o Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) estarão em Brasília, no Congresso Nacional, para, em manifestação pública regional com diversos movimentos sociais e feministas, apresentar um diagnóstico e as estratégias no combate à violência contra mulheres construídas por cada País membro do Mercosul.

 

Nesta atividade faremos um debate sobre a situação de violência vivida pelas as mulheres, as políticas existentes em cada País e os desafios para transformar o combate e a prevenção à violência contra as mulheres como um objetivo permanente da sociedade, com o apoio de toda a sociedade civil organizada, principalmente de todo o movimento sindical regional.

 

Violência contra a Mulher: é preciso mudar essa realidade!

 

A violência sexista é aquela que a mulher sofre por ser mulher, e geralmente é praticada por homens muito próximos dela, como maridos, namorados, pais, irmãos ou ex-companheiros. A violência sexista existe porque ainda existe o machismo e a desigualdade.

 

O combate à violência contra as mulheres costuma esbarrar no medo que a vítima tem de denunciar. Dessa forma, muitas mulheres acabam sofrendo diversos tipos de violência por anos consecutivos. Desde gritos e agressões verbais, até agressões físicas e violência sexual. Em alguns casos, a violência leva à morte.

 

A luta das mulheres, que vem de décadas, conquistou no Brasil uma importante vitória, que é a Lei Maria da Penha (Lei Nº11.340/2006). A partir dela, os agressores das mulheres passam a sofrer penas mais duras, além de se facilitarem os caminhos para que as mulheres denunciem e possam sair da situação de violência. Agora, precisamos ir além. Precisamos construir meios para que a violência sequer chegue a acontecer. Para isso, é necessário fortalecer as mulheres, garantir autonomia e liberdade para todas.

 

A luta das Centrais Sindicais é pelo Fim da Violência Sexista e Pela Igualdade entre Homens e Mulheres!

 

A idéia geral sobre a violência contra as mulheres é que se trata de uma situação extrema ou localizada, envolvendo pessoas individualmente. Mas ela toca todas as mulheres, pois todas já tiveram medo, mudaram seu comportamento, limitaram suas opções pela ameaça da violência. Outra idéia equivocada é que a violência contra as mulheres é apenas um problema das classes baixas e das culturas “bárbaras”. No entanto, sabemos que esse tipo de violência é transversal e atravessa todas as classes sociais e diferentes culturas e religiões.

 

Para colocarmos um fim na violência sexista, é necessário construirmos um outro modelo de sociedade, baseado na igualdade entre homens e mulheres em todas as esferas de suas vidas, seja em casa, no trabalho, nos estudos ou em qualquer outro espaço.

 

O silêncio, a discriminação, a impunidade, a dependência econômica das mulheres em relação aos homens e as justificações teóricas e psicológicas toleram e agravam a violência para as mulheres.

 

Diga não à violência contra as Mulheres!

Denuncie! Combata a violência!


Fonte: