Temer diz que defenderá propostas das lideranças sindicais e industriais
27 de maio de 2011 | Autor: Agência Sindical
Fonte: Agência Sindical

O documento ‘Brasil do Diálogo, da Produção e do Emprego – Acordo entre trabalhadores e empresários pelo futuro da produção e emprego’ foi entregue ontem (26) ao vice-presidente da República, Michel Temer, no encerramento do Seminário “Brasil do Diálogo, da Produção e do Emprego”, que reuniu mais de mil pessoas no Moinho Santo Antonio, na Zona Oeste de São Paulo.

Promovido por Força Sindical, CUT, Fiesp e Sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo e do ABC, o evento teve a presença dos ministros Fernando Pimentel (Desevolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Guido Mantega (Fazenda), que debateram com os presentes alternativas para manter o País na rota do crescimento com garantia de empregos.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), lançou um desafio no encerramento do evento de que, a partir deste momento, o governo “olhe com atenção para as cadeias produtivas e crie uma câmara setorial para discutir os pontos levantados no seminário em defesa da produção industrial e dos empregos”.

“Esta unidade entre os Sindicatos dos Metalúrgicos de São Paulo e do ABC, Força Sindical, CUT e Fiesp é um fato muito oportuno para debater e encontrar soluções para o grave problema industrial no País, tanto para o setor empresarial quanto para a classe trabalhadora”, afirma Paulinho.

Fórum - A criação da Câmara Brasileira da Indústria, fórum tripartite que vai debater uma política industrial para o País, que englobe todos os setores desse ramo de atividade – automotivo, têxtil, construção, máquinas e outros – foi a principal reivindicação dos representantes dos trabalhadores e dos empresários ao governo Dilma Rousseff.

“Não se trata apenas de discutir incentivos à produção, mas também relações de trabalho mais democráticas, além de eliminar a precarização da mão de obra, que persiste na cadeia produtiva da indústria”, disse o presidente da CUT, Artur Henrique.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, destacou a importância da agenda de convergência e da disposição dos participantes na consolidação de uma proposta conjunta, que produza saldos positivos. “O evento de hoje é histórico. A indústria somos todos nós”, destacou.

Dilma - Michel Temer recebeu bem o documento e foi enfático ao dizer que as sugestões deste pacto social serão encaminhadas às áreas governamentais competentes. “Deverão ser tomadas medidas quanto às importações para prestigiar a indústria nacional”, adiantou, assumindo o compromisso de promover um encontro o mais breve possível com a presidente Dilma Rousseff.