Sindicalistas criticam desoneração da folha salarial
03 de agosto de 2011 | Autor: Agência Senado
Fonte: Agência Senado



Uma das propostas em debate para a desoneração da folha salarial é a que prevê o fim da alíquota de 20% que as empresas pagam à Previdência Social. Em contrapartida, seriam aumentados tributos sobre o faturamento, mas até agora sem uma definição clara a respeito. O assunto foi debatido na segunda-feira (1º), durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.

“A Previdência não pode se descapitalizar como consequência da desoneração”, afirmou Lourenço Ferreira Prado, coordenador interino do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST). Hamiltom Dias de Moura, diretor de Organização e Relações Sindicais da Nova Central Sindical de Trabalhadores, protestou contra a desoneração, “pois ela (Previdência) é importante para a sobrevivência dos trabalhadores”.

“A luta pelo orçamento da seguridade social é de toda a sociedade brasileira, das entidades sindicais e do Parlamento”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Álvaro Sólon de França.

O presidente da Anfip defendeu o modelo de seguridade do País como um dos mais avançados do mundo, fonte de direitos para os trabalhadores urbanos e rurais e de benefícios sociais. Segundo ele, há um debate ideológico que estigmatiza a seguridade e falta espaço na mídia para seus defensores.

Reforma - Antonio Lisboa, diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que o debate sobre a desoneração não pode ser isolado da discussão da reforma tributária. Para ele, há um padrão injusto de cobrança de impostos, que penaliza quem pode contribuir menos, como é o caso dos assalariados.

Fonte: Agência Senado
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