TRABALHADORES DEVEM FICAR MOBILIZADOS NESTE DIA 05/08
05 de agosto de 2011 | Autor: FNU
Fonte: FNU

O CNE tem reafirmado em todos seus informes sua indignação com os rumos deste ACT 2011, porque ao ajudarmos eleger esse governo esperávamos ao menos a continuidade de um projeto político que respeitava os trabalhadores (as) e suas reivindicações, mesmo no momento de discordância, fato que é comum em qualquer negociação.

Entretanto, hoje com tristeza vemos esse projeto de 8 anos indo por água baixo, o se curvar aos interesses dos setores conservadores e neoliberais. As práticas adotadas pelas direções das empresas não deixam dúvidas quanto essa mudança de rumo, só para citar: interdito proibitório, ameaças a dirigentes sindicais e desconto no salário devido à paralisação nos dias 20 e 21 de julho. Ou seja, todo receituário seguido durante o regime militar e os governos assumidamente neoliberais de FHC e Collor.

O CNE nessas têm cobrado uma resposta da Holding quanto as nossas reivindicações, mas nem uma palavra foi dada. Essa intransigência é reflexo da atual postura do Governo Dilma, que de mãos dadas com os conservadores prefere agraciar os empresários com isenções na folha de pagamento, do que conversar com a classe trabalhadora.

Quanta gentileza... As mudanças promovidas por “tucanos enrustidos” não se limitam a questão política, hoje campeia no Sistema Eletrobras a terceirização de mão-de-obra em atividade fim das Empresas – Apesar dos questionamentos feitos pelo TCU e Ministério Público, o setor elétrico insiste nesta prática, que em muitos casos favorecem antigos gerentes que receberam polpudas indenizações em planos de demissão incentivada e que meses depois voltam às Empresas para executar atividades que pelos termos dos PDI’s que assinaram com as Empresas, deveriam ter treinado substitutos para executá-las.

Outra situação que vem causando  revolta nos trabalhadores (as) diz respeito à praga dos “assessores abandonados” pelas administrações passadas. Esta “doença” atende pelo nome de Artigo 37 (se constitui na nomeação de pessoas de fora do quadro da holding, ou seja, indicações políticas) em total desacordo com o que está previsto na Constituição Federal já que em diversos casos até cargos de secretária foram atingidos por esta moléstia. Além disso, os “artigos 37” ocupam vagas do quadro da Empresa, prejudicando pessoas que prestaram o concurso e não são chamadas por falta de vagas.

Detalhe adicional que completa a sordidez desta situação, é que os “artigos 37” como são considerados cargos de confiança são dispensados da marcação do ponto e como não têm qualquer compromisso com a  Empresa e sequer se dão ao trabalho de cumprir a jornada semanal de 40 horas que os demais empregados da tão submetidos, embora tenham os mesmos benefícios (Gratificação de Férias, PLR, Plano Médico, Tickets, etc.) destes.

Lembramos aos companheiros (as) que este dia 05 é uma data especial, pois é um dia de luta com a realização de assembleia permanente em todos os sindicatos. Vamos acompanhar as negociações dessa quinta-feira, com a certeza de que se não houver avanço não existe outro caminho se não a mobilização e a luta.


Boca livre na Eletrobras envergonha trabalhadores(as)
As denúncias na grande imprensa do uso do dinheiro público em situações suspeitas tem sido quase que freqüentes, por isso nos deixa estarrecido o fato da direção da Holding, que vem intimidando os trabalhadores a não utilizarem seu instrumento de luta, ou seja, o direito de greve, custear em 04 de julho, em Brasília, um encontro dos Presidentes das empresas do Sistema Eletrobras. Nessa reunião aconteceu um ”almocinho” no valor superior a R$ 1.900,00, para 11 felizardos, sendo que R$ 572,00 foram gastos com vinhos Norton Malbec e Portal Del Alto Branco.

Não somos contra a empresa realizar gastos com uma reunião de trabalho, porém, não podemos aceitar, em hipótese alguma, que se gaste o dinheiro público com bebidas alcoólicas e muito menos com o prato principal que custou mais de R$100,00 cada um. Lembramos que a maioria dos empregados do sistema Eletrobras, quando participa de reuniões de trabalho, recebe como teto máximo o valor de R$ 98,00 como diária. Reafirmamos nosso compromisso com a defesa de uma administração baseada na moralidade, sem privilégios para poucos e a perseguição para muitos.