5ª RODADA DE NEGOCIAÇÃO: QUEREMOS UMA PROPOSTA OBJETIVA E JUSTA
12 de agosto de 2011 | Autor: FNU
Fonte: FNU

O CNE ao longo destas negociações sempre apostou no diálogo com a direção do Sistema Eletrobras, por acreditar que este é o melhor caminho para se chegar um acordo justo. Dessa forma, estaremos presente na próxima segunda-feira, dia 15, na realização da 5ª rodada de negociação, em Brasília.

A expectativa é que desta vez os prepostos sejam objetivos, trazendo algo concreto e não posições subjetivas de que precisam conversar ainda com instâncias superiores. Queremos que eles assumam de uma vez por todas suas responsabilidades, tratando essa negociação do ACT de forma séria, sem cartas nas mangas ou desculpas de ultima hora.

Mesmo diante dessa nova rodada de negociação os trabalhadores não vão abrir mão da paralisação por 72 horas, e qualquer proposta que se apresente será avaliada durante esse período pelo CNE. Desta forma reafirmamos aos (as) companheiros (as) que nosso calendário de luta está mantido, já que se passaram quatro meses e até agora nada de concreto foi colocado pela Holding. Não podemos mais aceitar essa postura das empresas de empurrar com a barriga as negociações, assim sendo vamos nos mobilizar em todos os estados para esse embate, que exigirá o engajamento de cada trabalhador (a) nessas 72 horas.

Como temos afirmado em nossos informes, estamos sempre prontos para o debate de cada cláusula do nosso ACT, pois ele é fruto da reivindicação de toda categoria, todavia, temos a consciência de que o governo tem feito a opção de cumprir um modelo de gestão conservador, que considera ganho real de salário combustível para a volta da inflação. Mesmo assim, estaremos presentes nessa negociação argumentando sobre a importância da valorização dos (as) trabalhadores (as) do Sistema Eletrobras para a continuidade do crescimento econômico e social do país.

EMPRESAS SE PREPARAM PARA PUNIR TRABALHADORES (AS)
Ao que tudo indica o cenário é de pessimismo dentro das direções das empresas para a apresentação da proposta do Sistema Eletrobras, pois nos últimos dias há uma grande movimentação dos diretores preparando seus gerentes para entrar com o interdito proibitório contra os sindicatos pela paralisação programada para os dias 16,17 e 18 de agosto, ao que parece esses diretores não acreditam que a Eletrobras irá apresentar alguma proposta diferente da colocada no dia 10 de agosto, isso é um péssimo sinal, “ mas somos brasileiros(as) não desistimos nunca” .

Porque que esses diretores não gastam seu tempo buscando alternativas para as negociações do ACT e não para punir a categoria e seus sindicatos? Não temos dúvida que os mesmos acreditam que se perseguir as entidades sindicais e os (as) trabalhadores (as) estarão garantindo seus cargos, fato que demonstra o total descontrole gerencial hoje dentro da empresa, onde grupos se enfrentam para ter mais poder.

Essa informação que damos com tristeza nos faz relembrar a época da ditadura militar, pois os instrumentos são os mesmos: perseguição, práticas anti-sindicais, ou seja, tudo aquilo que sempre condenamos está de volta, e o pior, através de um governo que ajudamos a eleger, que se comprometeu a continuar com o projeto popular e democrático, iniciado pelo presidente Lula, mas que tem sido pautado pela direita e os grandes meios de comunicação.

O CNE mesmo diante desses desafios reafirma seu compromisso com a luta e convoca todos os sindicatos a resistirem às perseguições e as intimidações das direções das empresas realizando uma forte paralisação por 72 horas. A hora é de mobilização, pois sem luta não há vitória!

Trabalhadores vão exigir ganho real
Em pleno período de negociação salarial, dezenas de sindicatos, como os dos bancários, dos metalúrgicos e dos petroleiros, prometem radicalizar caso as empresas não concedam reajustes reais. As categorias garantem que, se as companhias não cederem à pauta de reivindicações de mais de 15 milhões de trabalhadores no país e não oferecerem ganhos reais, a promessa de uma onda de greves vai se confirmar.

No último fim de semana, os petroleiros definiram que querem aumento real de 10%, revisão do plano de cargos e salários e melhores condições de trabalho, entre outras bandeiras. “Os economistas conservadores têm a tese de que o aumento dos salários causa mais inflação. Se essa visão prevalecer, certamente o caminho será cruzar os braços”, avisou João Antônio de Moraes, coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Os bancários, no próximo dia 12, vão entregar à Federação Nacional dos Bancos um pedido de reajuste de 12,88%. Do total, 7,5% referem-se à reposição da inflação acumulada em um ano, e o restante, a um aumento real de 5,3%. Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, argumenta que, mesmo se o ritmo de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) diminuir, não há justificativa para os banqueiros imporem barreiras.

“O setor tem apresentado lucros expressivos. No ano passado, eles queriam repor apenas a inflação, porém concederam aumento real de 3,8%. Há sempre uma choradeira. Mas já sabemos como funciona e, se necessário, vamos fazer uma greve maior do que a dos anos anteriores”, afirmou.

“Se quisermos nos fortalecer para enfrentar a situação interna e o cenário externo, precisamos aumentar o poder de consumo da população”, completa Arthur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores.

A orientação da Força Sindical, que tem 1,4 mil entidades associadas, também é para que os trabalhadores parem as atividades caso não sejam atendidos. Conscientes dos bons ventos que sopram sobre o mercado — no ano passado, foram criados 2,8 milhões de empregos —, eles consideram que estão em um bom momento para negociar. “Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio, estima que a taxa de desemprego, hoje em 6,2%, deve fechar o ano abaixo de 6%. “Não temos muita gente procurando emprego. E os trabalhadores vão usar isso para pressionar os empresários”, destaca.

Essa postura dos representantes dos trabalhadores das diversas categorias, demonstra que as reivindicações dos Eletricitários é justa e que estamos no caminho certo, então vamos à luta e até a VITÓRIA.
A LUTA CONTINUA!
PARALISAÇÃO DIAS 16,17, 18