TRABALHADORES URBANITÁRIOS NO DIA NACIONAL DE LUTA
10 de julho de 2013 | Autor: FNU
Fonte: FNU

As manifestações populares colocaram na pauta política nacional temas fundamentais para a sociedade, como a saúde, a educação, a mobilidade urbana e a melhoria nos serviços públicos. Os movimentos sociais, as centrais sindicais e os partidos de esquerda estão juntos nessa luta; Por isso, se articularam para ocupar as ruas de forma organizada com suas bandeiras vermelhas, definindo sua pauta, construindo a unidade e preparando a resistência neste dia 11 de julho.

O objetivo é pautar uma agenda que signifique avançar nas conquistas do povo brasileiro e barrar o fascismo e a direita que se aproveita de um descontentamento legitimo de parcela importante da sociedade com a política e os políticos.

Essa situação que vive o País é reflexo de uma ação governamental, que em nome da governabilidade, privilegia a relação com partidos oportunistas, com o agronegócio, com o setor privado e com a mídia golpista, inclusive com seu Ministro das Comunicações destoando da luta em defesa da democratização dos meios de comunicação, em favor dos meios de comunicação da burguesia.

Além disso, os mecanismos de participação dão sinais claros de fadiga, são instrumentos em que as organizações sociais participam como avalisadoras da agenda governamental, não são deliberativos e não são chamados para tomar decisões estruturantes das políticas públicas.

A Presidenta Dilma agiu corretamente, quando propôs um pacto sobre pontos que são fundamentais para o avanço da democracia e das conquistas sociais, sobretudo a reforma política, questão central que pode mudar o jeito de se fazer política no Brasil. Mas a agenda das transformações é muito maior e esse é o momento de pautarmos nossas propostas.

 

 

Contra a privatização do saneamento

 

No caso do saneamento essa é a hora de reforçarmos nossa luta contra a privatização e as PPPs. Precisamos barrar a política dos governos estaduais e municipais que privatizam e do Governo Federal, que beneficia o setor privado enquanto continua sufocando o setor público.

Temos que participar de todas as plenárias de mobilização e dos atos em defesa da pauta definida pelas centrais sindicais e pelos movimentos sociais, e popularizar nossa luta contra a privatização e as PPPs no saneamento, na habitação e em defesa da reforma urbana. Vamos usar as redes sociais de forma mais intensa para disseminar nossas propostas.

Entregamos recentemente um documento oficial a Presidenta  Dilma, com nossas argumentações contra a proposta do Governo destinar recursos para a privatização do setor. Devemos reforçar nossa tese de que não existe País sem miséria enquanto todos os brasileiros e todas as brasileiras não tiverem acesso pleno ao saneamento básico. E isso só será possível com um Estado forte e indutor do desenvolvimento.

 

 

Por um setor elétrico fortalecido e contra as terceirizações

 

No caso do setor elétrico é preciso exigir que o setor industrial repasse para os preços de seus produtos a redução dos custos com a energia elétrica. Não podemos admitir que a redução das tarifas definida pela Lei 12.873 sirva para manter ou aumentar os lucros dos empresários industriais. Mais do que isso, não podemos aceitar que a redução das receitas das empresas do setor elétrico diante da diminuição das tarifas seja paga com a retirada de direitos dos trabalhadores. Além do mais, nesse momento aonde a população vai às ruas clamar por melhorias na qualidade dos serviços públicos é uma contradição que Usinas Hidrelétricas estejam sendo preparadas para serem leiloadas.

Estes leilões significarão a retomada das privatizações, em um dos setores mais estratégicos ao povo brasileiro, onde ganhará quem empregar menos trabalhadores.

Por fim, deve-se lembrar que o setor elétrico, é um exemplo, de como a terceirização no Brasil está associada à precarização das relações e condições de trabalho. Pois, apesar dos trabalhadores terceirizados representarem pouco mais da metade da força de trabalho, 90% dos acidentes fatais do setor ocorrem com esses trabalhadores. Sem contar com os demais acidentes, que em sua maioria significam queimaduras graves ou mutilações.

Todos (as) às ruas no dia 11 de julho, dia Nacional de Luta promovido pelas centrais sindicais e movimentos sociais.