TAXA DE DESEMPREGO DIMINUI E É A MENOR DESDE 1998
29 de janeiro de 2010 | Autor: DIEESE
Fonte: DIEESE



As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED mostram que, em dezembro, o contingente de desempregados no conjunto das seis regiões onde a pesquisa é realizada foi es­timado em 2.532 mil pessoas, 135 mil a menos do que no mês anterior. A taxa de desemprego total diminuiu de 13,2%, em novembro, para os atuais 12,5%, a menor desde 1998, quando esse indicador passou a ser calculado. Segundo suas componentes, tal desempenho refletiu a redução da taxa de desemprego aberto (de 9,3% para 8,7%) e, em menor medida, do desemprego oculto (de 3,9% para 3,8%). A taxa de participação (61,1%) não variou, no período em análise.

Em dezembro, o nível de ocupação cresceu 0,9%, em comportamento típico para o período. A criação de 159 mil ocupações foi superior ao ingresso de 24 mil pessoas no mercado de trabalho, resultando na redução do contingente de desempregados em 135 mil pessoas. O total de ocupados nas seis regiões investigadas foi estimado em 17.674 mil pessoas e a População Economicamente Ativa, em 20.206 mil.

A taxa de desemprego total diminuiu na maioria das regiões pesquisadas, com destaque para São Paulo e Porto Alegre. Em Belo Horizonte, essa taxa não variou.

O nível de ocupação aumentou em Salvador (1,6%), Porto Alegre (1,2%), São Paulo (1,1%) e, em menor medida, em Recife (0,4%) e no Distrito Federal (0,3%) e permaneceu estável em Belo Ho­rizonte.

No conjunto das regiões, o nível ocupacional apresentou desempenho diferenciado segundo os setores de atividade econômica analisados: cresceu na Indústria (74 mil ocupações, ou 2,9%) e no Comércio (59 mil, ou 2,1%); permaneceu relativamente estável nos Serviços (20 mil, ou 0,2%) e no agregado Outros Setores (6 mil, ou 0,4%) e não variou na Construção Civil.

Por posição na ocupação, o total de assalariados aumentou 0,8%, resultado de seu crescimen­to no setor privado (1,3%), que mais que compensou a redução do emprego público (1,8%). O desempenho do segmento privado refletiu o aumento do assalariamento com e sem carteira de trabalho assinada (0,8% e 3,3%, respectivamente). Cresceu o número de autônomos (1,4%), de empregados domésticos (1,3%) e, em menor proporção, de ocupados nas demais posições ocupa­cionais (0,4%).

Em novembro, no conjunto das regiões pesquisadas, decresceu o rendimento médio real de ocupados (0,8%) e assalariados (0,7%). Seus valores monetários foram estimados em R$ 1.235 e R$ 1.302, respectivamente.

O rendimento médio real dos ocupados diminuiu em Porto Alegre (2,0%, passando a valer R$ 1.237) e em São Paulo (1,8%, R$ 1.258) e aumentou em Recife (2,7%, R$ 794), Salvador (1,6%, R$ 1.007), Belo Horizonte (1,4%, R$ 1.263) e no Distrito Federal (0,8%, R$ 1.836).

No conjunto das regiões pesquisadas, as massas de rendimentos de ocupados e assalariados mantiveram-se relativamente estáveis (-0,1% e 0,2%, respectivamente), em ambos os casos como resultado do crescimento do nível de ocupação, compensado pela redução do rendi­mento médio.

 

COMPORTAMENTO EM 12 MESES

OCUPAÇÃO CRESCE PELO TERCEIRO MÊS CONSECUTIVO

Nos últimos 12 meses, o nível de ocupação no conjunto das regiões pesquisadas aumentou 1,4%, o maior crescimento dos últimos dez meses, nessa base de comparação. No período em análise, a criação de 247 mil ocupações foi suficiente para absorver a entrada de 246 mil pessoas no mercado de trabalho, mantendo praticamente inalterado o contingente de desempregados. A taxa de participação diminuiu de 61,5% para 61,1%, entre dezembro de 2008 e de 2009.

Na mesma base de comparação, o nível de ocupação cresceu em Salvador (4,9%), Distrito Federal (3,2%), Recife (2,2%), Porto Alegre (1,1%) e São Paulo (0,9%) e permaneceu relativamente estável em Belo Horizonte (0,1%).

Em termos setoriais, no conjunto das regiões pesquisadas, o nível de ocupação cresceu em quase todos os setores analisados: foram cria­dos 224 mil postos de trabalho nos Serviços (2,4%); 92 mil na Construção Civil (8,9%); 25 mil no Comércio (0,9%); e 20 mil no agregado Outros Setores (1,4%). Apenas na Indústria foram eliminadas 114 mil ocupações (4,2%).

Por posição na ocupação, o aumento do assa­lariamento total (1,5%) deveu-se ao crescimento do setor privado (1,4%) e do emprego público (1,4%). O desempenho do assalariamento pri­vado resultou da elevação do número de tra­balhadores com carteira de trabalho assinada (3,3%), que mais que compensou a retração dos sem carteira (6,0%). Aumentou o número de autônomos (2,3%) e de empregados domésticos (2,3%) e diminuiu o daqueles classificados nas demais posições ocupacionais (2,3%).

Nos últimos 12 meses, a taxa de desemprego total no conjunto das regiões pesquisadas apresentou relativa estabilidade ao passar de 12,7%, em dezembro de 2008, para os atuais 12,5%. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego oculto reduziu-se de 4,1% para 3,8% e a de desemprego aberto passou de 8,6% para 8,7%.

O comportamento da taxa de desemprego total foi regionalmente diferenciado: diminuiu em Salvador, Distrito Federal, Porto Alegre e Recife; permaneceu relativamente estável em São Paulo; e cresceu em Belo Horizonte.

Entre novembro de 2008 e de 2009, no conjunto das regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocu­pados e o dos assalariados cresceram 1,7% e 1,2%, respectivamente. Esse resultado, no caso dos ocupados, refletiu os aumentos registrados em Belo Horizonte (5,9%), Recife (3,1%), Porto Alegre (1,7%) e São Paulo (1,4%), que mais que compensaram as reduções ocorridas no Distrito Federal (0,9%) e Salvador (0,7%).

Nesse mesmo período, as massas de rendimentos de ocupados e assalariados cresceram 2,1% e 0,7%, res­pectivamente. No caso dos ocupados esse resultado deveu-se aos aumentos do rendimento médio e do nível de emprego e, no dos assalariados, ao crescimento do salário médio.