Neoenergia registra lucro de R$ 1.586 mi em 2009
04 de fevereiro de 2010 | Autor: Tendências e Mercado
Fonte: Tendências e Mercado

A NEOENERGIA, dona da concessão de três distribuidoras no Nordeste – Coelba (BA), Celpe (PE) e Cosern (RN) -, uma térmica em Pernambuco e detentora de participações societárias em 14 hidrelétricas, registrou um lucro líquido de R$ 1.586,4 milhões em 2009, o que representa um aumento de 7,6% em relação a 2008, quando a companhia lucrou R$ 1.474,3 milhões.

O EBITDA/LAJIDA (Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia em 2009 foi de R$ 2.646,9 milhões, aumento de 1,6% em relação ao ano anterior.

O lucro líquido do quarto trimestre, que colaborou muito para o resultado positivo do balanço do ano, foi de R$ 518 milhões, 26% maior que no último trimestre de 2008. O lajida trimestral somou R$ 830,1 milhões, 20,6% acima do apurado no quarto trimestre do ano anterior

A receita operacional bruta do exercício de 2009 somou R$ 10.383,2 milhões, 9,3% superior à apurada no exercício de 2008 e a receita líquida acumulada em 2009 somou R$ 6.965,6 milhões, sendo 10,7% em relação ao ano anterior.

O fornecimento consolidado de energia elétrica das distribuidoras totalizou 28.281 GWh em 2009, representando um aumento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando atingiu 27.296 GWh.

Em 2009, o número consolidado de consumidores das três distribuidoras cresceu 4,4% em relação ao mesmo período de 2008, o que significou um incremento de 365.719 novos clientes, totalizando 8,7 milhões de clientes. O acréscimo no número de clientes da classe Rural está fomentado pela implantação do Programa Luz para Todos, que já somou um total de 521 mil novas ligações desde 2004.

Os investimentos totais do Grupo Neoenergia acumularam o montante de R$ 1.733,4 milhões no ano de 2009. Os recursos foram destinados à ampliação da rede de distribuição de energia elétrica e para a expansão da geração.

Ao divulgar os números do grupo em 2009, a presidência da Neoenergia evitou comentar informações que circularam no mercado de que a companhia estaria na mira de grupos nacionais interessados em seus ativos.

Para analistas do setor de energia, quem quiser dar um lance pelo grupo terá que estar disposto a desembolsar no mínimo R$ 20 bilhões.