Neoenergia registra lucro 7,6% maior em 2009 e fecha o caixa com R$2,7 bi
29 de janeiro de 2010 | Autor: Jornal da Energia
Fonte: Jornal da Energia

A Neoenergia, holding do setor elétrico que atua em geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, obteve R$1,586 bilhão de lucro líquido em 2009, alta de 7,6% comparado ao resultado do ano anterior.

O caixa da companhia fechou o ano com R$2,7 bilhões. Em 2009 os investimentos totais da corporação atingiram o montante de R$1,74 bilhão.

No ano passado, a receita operacional bruta alcançou R$10,4 bilhões e registrou incremento de 9,3% em relação a 2008. O crescimento de 3,6% no volume de venda das três distribuidoras do grupo (Coelba, Celpe e Cosern) contribuiu o resultado, segundo a empresa.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) manteve-se no mesmo nível daquele verificado em 2008 e atingiu R$2,6 bilhões. A Neoenergia encerrou 2009 com R$2,5 bilhões de dívida líquida.

As distribuidoras da holding realizaram R$1,2 bilhão de investimentos. Os aportes foram focados na expansão do atendimento com realização de novas ligações, expansão da rede de distribuição e construção, ampliação e modernização de subestações. Até 2009, Coelba (Bahia), Celpe (Pernambuco) e Cosern (Rio Grande do Norte) acumularam 520,6 mil novas ligações dentro do Programa Luz para Todos.

As perdas globais de energia das distribuidoras caíram por volta de 0,5% em 2009. Para obter os resultados, a companhia realizou inspeções em unidades consumidoras, blindagem de redes e caixas de medição, ligações de clandestinos e ação conjunta com a Secretaria de Segurança Pública, através do Grupo Especial de Repressão aos Crimes Contra Administração e Serviço Público do Estado.

Com relação aos índices de qualidade DEC (duração) e FEC (frequência), em todas as distribuidoras os números pioraram. A Neoenergia atribuiu o retrocesso às fortes chuvas da região Nordeste no ano passado.

Em 2009, a empresa colocou em operação as hidrelétricas de Baguari (140MW) e Corumbá III (93,6MW), além das pequenas centrais de Pirapetinga e Pedra do Garrafão, que juntas têm 39MW. Para este ano, a companhia espera colocar no grid brasileiro a energia da hidrelétrica de Dardanelos (261MW), além das PCHs de Goindira, Nova Aurora e Sítio Grande.