Governo diz que falta 'correção' no debate sobre jornada de trabalho
17 de março de 2010 | Autor: Convergência Digital
Fonte: Convergência Digital

Esquenta o clima no debate sobre a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas no Brasil.

Ao participar de Audiência da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, nesta quarta-feira, 17/03, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, declarou que o debate sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas não tem sido tratado com sinceridade por parte do empresariado.

Segundo o ministro, boa parte dos argumentos dos empresários não pode ser considerados corretos, entre eles o de que a redução da jornada levaria as empresas à falência."A quase totalidade dos países do mundo desenvolvido, grupo no qual o Brasil pretende estar, utiliza carga horária de trabalho de 36, 37 horas. Então, quando dizem que em nenhum lugar do mundo se aplica esse tipo de escala, não faz sentido. Quanto ao argumento de que empresas vão quebrar por causa disso, sabemos que esse também não é verdade”, disse. “Por que o Brasil não pode evoluir?", questionou o ministro.

Já o Fórum Nacional da Indústria, onde a Abinee, que representa a indústria eletroeletrônica faz parte, repudia a proposta de diminuição por lei da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, como proposto pela PEC 231/1995. A entidade reafirma posição em defesa da livre negociação entre empresas e empregados.

Para a indústria, além de imprópria, é inoportuna a redução obrigatória da jornada no momento em que estão em recuperação a atividade industrial e o nível de emprego. A experiência internacional comprova não haver aumento de postos de trabalho quando a jornada diminui.

O FNI diz, por meio de documento, que essa não é a agenda prioritária do trabalhador brasileiro. Para a entidade, próximo às eleições, o debate nasce contaminado e estimulado por lideranças que buscam um bônus eleitoral, agindo de forma contrária aos interesses da Nação.