CUT amplia liderança no Brasil
09 de abril de 2010 | Autor: CUT
Fonte: CUT

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) mantém liderança disparada no índice de representatividade das centrais sindicais. De todos os trabalhadores e trabalhadoras associados a sindicatos filiados a alguma central no Brasil, 38,23% são filiados a entidades cutistas. A segunda colocada, a Força Sindical, é quase três vezes menor, tendo 13,71% dos sindicalizados. Os dados fazem parte de relatório divulgado recentemente pelo Ministério do Trabalho.

Continuar sendo a maior já é uma notícia e tanto, mas as boas novas vão além. A CUT foi a central que mais cresceu no ano passado. Comparada a 2009, a CUT aumentou seu índice de representatividade em 1,44 ponto percentual (veja quadro abaixo). Sozinha, a CUT representa quase a soma de todos os sindicalizados filiados às outras centrais que, juntas, detêm 40,18%. Os demais estão associados a sindicatos que ainda não encaminharam ao Ministério do Trabalho documentação oficial sobre se são filiados ou não a alguma central.

"Isso comprova o acerto de nossa estratégia: autonomia, independência, mobilização e, também, a coragem de não ser omissa, de ter lado, de se posicionar nas grandes disputas", avalia o presidente da Central, Artur Henrique. "O resultado também cala aqueles que diziam que a CUT ia diminuir em função de seu posicionamento frente ao governo Lula", completa.

A representatividade também reflete um critério mais amplo de aferição. Em lugar do número de sindicatos - índice em que a CUT também é líder, com 33% - o percentual de representatividade oficial é baseado no número de brasileiros sindicalizados. Assim, o que vale realmente não é quantos sindicatos cada central tem, mas sim quantos brasileiros estão na base.

"O crescimento do índice oficial de representatividade da CUT é fruto da ação de nossos sindicatos de base, que realizam campanhas salariais aguerridas, que trazem conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras, e que vão além das questões economicistas, fazendo uma disputa de um novo projeto de sociedade e de um outro modelo de desenvolvimento", destaca Denise Motta Dau, secretária nacional de Relações do Trabalho.