Entrevista com Pedro Damásio
25 de agosto de 2014 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

O diretor do SINTERN, Pedro Damásio, esteve nos dias 14 e 15 de agosto no Seminário "A Terceirização no Brasil: Impactos, resistências e lutas" realizado em Brasília/DF. Em Entrevista ao Jornal A Luz, o dirigente sindical fala sobre suas impressões sobre os assuntos abordados e suas repercussões para a categoria. Confira:

 

Jornal A Luz – A luta contra a terceirização passa por um momento decisivo?

Pedro Damásio – A situação é preocupante, pois caso o STF venha julgar a repercussão geral favorável aos patrões, todos os empregos diretos serão terceirizados e na COSERN não será diferente. Ora se a COSERN já descumpre um TAC – Termo de Ajuste de Conduta assinado pela própria Empresa junto ao Ministério Público do Trabalho, o que fará se for autorizada pelo STF para terceirizar. Com certeza todos os postos de serviços ora existentes serão terceirizados.

 

Jornal A Luz – Como os trabalhadores podem ajudar nesta frente de luta contra a terceirização?

Pedro Damásio -  A priori temos dois vieis de decisão vertentes que podem prejudicar os trabalhadores: uma é no STF e a outra no Congresso Nacional.

Que a terceirização será julgada no STF isto é fato consumado, pois a repercussão geral já foi recepcionada pela Corte, agora é questão de tempo. No que diz respeito ao Congresso Nacional não podemos esquecer que a PL 4330 e a PLS 87 que tramitam respectivamente na Câmara dos Deputados e no Senado Federal podem ainda entrar em pauta de votação.

Os trabalhadores pessoalmente ou através dos sindicatos podem atuar junto ao STF, enviando email aos ministros daquela Corte demonstrando o quanto é nefasta a terceirização. Já quanto ao Congresso, os trabalhadores devem enviar email, aos atuais congressistas solicitando o voto contrário aos dois projetos de lei.

Por outro lado, este ano ocorrerão as eleições gerais, quando serão eleitos presidente, governadores, senadores e deputados. O voto é livre, mas os cosernianos têm que ter clareza dos projetos e compromissos dos candidatos, para não votar naqueles que no futuro poderá tirar-lhes o posto de trabalho direto e transformá-los em trabalhadores terceirizados sem os benefícios que detém atualmente.