Trabalhadores sofrem com a falta de uniformidade no tratamento da COSERN
25 de agosto de 2014 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

A COSERN não tem uma política de Recursos Humanos capaz de oportunizar tratamento igualitário, seja em oportunidades de ascensão profissional ou benefícios oferecidos aos seus empregados. O que está em vigor é a política do “dois pesos e duas medidas”, ou seja com os favorecidos recebendo regalias enquanto os outros são marcados com tratamentos diferenciados e discriminatórios. A Empresa, com o objetivo de vencer o trabalhador pelo cansaço e pelo desânimo, força-os a pedir demissão. Estes últimos são notadamente os que têm mais “tempo de casa”, justamente aqueles que mais deveriam ser valorizados pela Empresa.

Para se ter uma ideia deste descaso, a COSERN recolocou alguns companheiros com formação técnica e aposentadoria especial em funções de campo depois de três anos de afastamento destas atividades. Em uma manobra espúria, a Empresa informou ao INSS a nova condição laboral  forçando-os a optar entre a continuidade da atividade ou a aposentadoria.

Os trabalhadores vêm frequentemente ao SINTERN informar as condições a que estão sendo submetidos em suas atividades diárias. Relatos tais como: cobranças rigorosas quanto ao horário de chegada e saída do expediente provocando descontos de minutos iniciais devido a atrasos eventuais no início do expediente; enorme quantidade de metas que, por vezes, os sufocam!

As restrições muitas vezes não são declaradas formalmente, mas realizadas informalmente, configurando-se em mais um caso de assédio moral.

Por outro lado, para os apadrinhados o ponto é liberado podendo entrarem no prédio sede antes dos demais, ou seja, antes das 7h45min. Enquanto isso, a maioria dos trabalhadores são vetados por parte das chefias à participação eventuais em atividades sindicais e/ou no âmbito profissional. 

Pasmem! Os apadrinhados obtém frequentes liberações para atividades extrafuncionais por vários dias. 

Sem a pretensão de ensinar o “o pai-nosso ao vigário”, a direção do SINTERN tem o conhecimento que estudos da administração moderna indicam que induzir o colaborador trabalhar mais para evitar consequências indesejadas ou ficar na “lista daqueles que estão de bem com o chefe”, através da “CULTURA DO MEDO” podem acarretar uma diminuição da produtividade ao invés de aumentá-la.

O SINTERN entende que os trabalhadores estão na COSERN com o intuito de colocar sua força de trabalho à disposição da Empresa e, em contrapartida, esperam como retribuição o tratamento igualitário de oportunidades de ascensão profissional, bons salários e condições dignas de trabalho. São estas as condições que motivam a categoria a desempenhar cada vez melhor suas funções e evita a rotatividade de trabalhadores.

O tratamento desigual existente na COSERN  não contribui para tornar o trabalhador satisfeito e produtivo. Tratamentos diferenciados para os mesmos pares deterioram o ambiente de trabalho.

O apadrinhamento de trabalhadores por parte da administração da COSERN aflora em conversas nos corredores e informalmente é tratado com gozação, pois como pode um dos maiores grupos privados do Brasil lançar mão de métodos administrativos antes usados na administração estatal e que foram tão combatidos no plano privado? As situações geram conflitos trabalhistas inclusive de ordem judicial por direitos isonômicos. Para uma empresa que deseja ser referência no cenário nacional, a COSERN está na contramão da história.

O SINTERN não defende as práticas nocivas que deterioram o ambiente de trabalho, mas se a administração da COSERN deseja privilegiar qualquer trabalhador em detrimento da maioria, o Sindicato defenderá a isonomia dessas benesses para todos.