Classe trabalhadora natalense vai para as ruas no 13 de março
15 de março de 2015 | Autor: Assessoria de comunicação do SINTERN
Fonte: Assessoria de comunicação do SINTERN

Uma massa vermelha de manifestantes tomou às ruas da Cidade Alta, na capital potiguar, na ultima sexta-feira, dia 13, durante o ato “Em defesa da democracia, da Petrobras, da reforma política e da classe trabalhadora”. A organização do evento estimou a participação de até 5 mil pessoas.

A Polícia Militar (PM) calculou que, no ponto alto da manifestação na avenida Rio Branco, cerca de 1.200 marcharam. O movimento foi pacífico. Nenhuma ocorrência foi registrada pelas forças policiais.

O ato foi concebido por mais de 20 entidades sindicais, estudantis, movimentos sociais e partidos políticos. O ato público que foi um dos maiores já organizados pelos movimentos sociais e sindicais no Estado. Entre lideranças partidárias estiveram no local o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) e a senadora Fátima Bezerra (PT).

O protesto foi organizado pelas centrais sindicais e movimentos sociais, apoiadas pelos setor progressistas em defesa da democracia, da Petrobras, do direito dos trabalhadores e do Brasil. A defesa da democracia da qual também trata a pauta da manifestação está diretamente ligada ao respeito do resultado das eleições do ano passado. Todos defendem que o Impeachment não tem fundamento jurídico nenhum.A luta das centrais sindicais tentam barrar as medidas provisórias que restringem direitos trabalhistas, como o tempo mínimo para ter acesso ao seguro desemprego.

Manifestantes ligados a centrais sindicais e movimentos sociais ainda promoveram atos nas ruas de ao menos 20 Estados e o Distrito Federal. Os grupos fizeram cobranças ao governo federal por garantias de direitos trabalhistas, mas condenaram pedidos de impeachment. Até o momento os atos são pacíficos e não houve registros de confusão. Em São Paulo, a CUT se concentrou na Avenida Paulista, mesma região onde um grupo defensor do afastamento da presidente Dilma Rousseff também reuniu 70 manifestantes no final do dia.

Os atos pelo País foram organizados pela CUT, que refuta a ideia de que os protestos sejam em defesa do governo, embora se declarem claramente contrários ao impeachment. Em algumas capitais, as manifestações contam com o apoio de partidos como PT, PC do B e PSOL, além de integrantes do Movimento Sem Terra (MST) e de outros sindicatos e movimentos sociais.

As manifestações promovidas ontem pela CUT, UNE, MST e outras entidades, a dois dias dos protestos que pedirão o "Fora Dilma", levaram cerca de 30 mil pessoas às ruas em 24 Estados, segundo estimativas da Polícia Militar. Convocadas como atos de defesa da democracia e das instituições, as concentrações foram pacíficas e marcadas pela exaltação da presidente Dilma Rousseff discursos "contra a privatização da Petrobrás" e ataques aos grupos que pedem o impeachment da petista.

Com informações da Tribuna do Norte e da CUT Nacional