SINTERN luta contra os efeitos da terceirização
30 de março de 2015 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

A direção do SINTERN vem travando uma longa luta contra os efeitos da terceirização nos trabalhadores eletricitários do RN. A ação sindical é determinada e incansável para garantir os direitos e ampliar benefícios de mais de 2 mil trabalhadores das empresas prestadoras de serviço da COSERN.

O objetivo final é acabar com a terceirização das atividades fins da COSERN. A Companhia vem sentido os efeitos desta luta que é de toda a categoria nas condenações jurídicas que resultaram em multas, nos atos públicos e paralisações dos trabalhadores.

Muito ainda precisa ser feito, pois alheio as condenações de toda ordem, a COSERN desrespeita o judiciário, seus trabalhadores e a sociedade como um todo ao continuar o processo de terceirização fraudulenta das atividades fins. 

Via de regra a terceirização é um modelo de perverso de processo produtivo, pois prejudica os trabalhadores. Esta prática na COSERN ganha contornos ainda mais excludentes, na medida em que, para maximizar os lucros, subcontrata empreiteiras para realizar suas atividades fins com orçamentos que de tão reduzidos muitas vezes acabam inviabilizando a própria execução das tarefas. 

Quem paga esta conta são os terceirizados através da imposição de jornadas de trabalhos extenuantes, precárias condições de trabalho e salários e benefícios reduzidos em relação aos praticados pela COSERN. Neste sentido, o SINTERN também vem atuando para minimizar os efeitos desastrosos desta prática predatória ao lutar para garantir suas condições de trabalho, garantia dos direitos trabalhistas, além de avançar nas melhorias salariais.

Neste sentido, entre as medidas adotadas pela direção do SINTERN, estão: 

 

Unificação da Data-Base dos trabalhadores das empresas terceirizadas da COSERN para 1º de novembro;

Combate a práticas anti-sindicais

Cobrar o fim do assédio moral e das demissões involuntárias;

Reajustes salariais acima da inflação

Reivindicar melhores condições de trabalho com aquisição de EPI (Equipamento de Proteção Individual) e EPC (Equipamento de Proteção Coletiva);

Vigilância ao pagamento de direitos trabalhistas, tais como: FGTS, férias, locação e 13º salário;

Conquistas de benefícios, tais como: vale-alimentação, produtividade e plano de saúde.

 

Confira ao lado outras ações do SINTERN junto aos trabalhadores nas principais empreiteiras da COSERN:

 

Quadro de ações e negociações

 

ABF: Após uma paralisação de quatro dias, os trabalhadores garantiram o pagamento do vale-transporte, vale-alimentação, locação, salário e férias. Na ocasião, os ABFianos ainda denunciaram a falta de EPI e EPC.

A negociação do Acordo Coletivo está em aberto. Enquanto as discussões não se encerram foi aplicado, a título de adiantamento, o índice da inflação sobre os salários destes trabalhadores. 

 

LADER : Os trabalhadores conquistaram aumento salarial de 8,84% com ganho real de mais de 2%. As demais cláusulas continuam em negociação.

 

Barbalho: Conquista de 8,84% de aumento salarial com 2% de ganho real para a área operacional. Algumas funções tiveram reajuste que variaram de 4% a 18,95%. Algumas funções, tais como operadores e auxiliar de eletricista passaram a ganhar do salário-mínimo para o piso salarial  R$ 820,00. Ainda conquistaram o Feriado do Dia do Eletricitário. Pagamento de produção para a área operacional que dependendo da função pode variar entre R$200,00 a 600,00 por mês.

 

ARM : A Empresa começou a executar os serviços para a COSERN em abril do ano passado. As cláusulas sociais foram negociadas, porém as de caráter econômico estão ainda em negociação. Plano de saúde e seguro de vida em grupo estão assegurados. O Acordo Coletivo está de difícil negociação. Esta comunicado também serve para conclamar os trabalhadores para a paralisação.

 

AHB: O SINTERN combate as práticas anti-sindicais da Empresa. Os trabalhadores denunciam que são ameaçados quando manifestam a intenção de se sindicalizar. O Sindicato também denuncia que a Empresa não paga o vale-alimentação, horas-extras e locação.

 

SENEL : Os salários dos trabalhadores são pagos frequentemente com atrasos. Os trabalhadores ainda são penalizados com jornada de trabalho estressante. Os EPI e EPC são precários. O SINTERN vai visitar a base para aprovar a pauta de reivindicações para, em seguida, iniciar as negociações do Acordo Coletivo. Caso não haja êxito será instaurado o Dissídio Coletivo.

 

B&Q: O Acordo Coletivo está em negociação sem avanço nas clausulas econômicas dentro do que espera os trabalhadores. Uma paralisação das atividades dos trabalhadores deverá ser convocada para breve.

 

Global:  Na negociação do Acordo Coletivo os trabalhadores conquistaram um reajuste de salarial de 8%, pagamento de PLR de uma renumeração, plano de saúde com participação de 77% da Empresa e com participação dos trabalhadores que varia entre 10% a 50% de acordo com o salário recebido, instituição da comissão para implantar o PCCS, ajuda educacional de 50% para 3º grau e 80% para nível médio e técnico, transporte coletivo para o local de trabalho, feriado do Dia do Eletricitário, a 1ª parcela do 13º salário pago no mês de férias, alimentação gratuita, assinatura de cartas compromisso para fornecer o vale-alimentação e Plano de Previdência Privado, plano de saúde e seguro de vida em grupo.

 

Geradoras de Energia Térmicas, Hidráulica & Eólicas: Esta base sindical representa mais de 3 mil trabalhadores. Para se ter uma ideia o estado possui mais de 70 parques eólicos em todo o Estado. A demanda destes trabalhadores então sendo absorvidas com a negociação de Acordos Coletivos e com o trabalho de sindicalização.