É possível e necessário lutar contra a terceirização!
30 de março de 2015 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

As grandes transformações produzidas no mundo do trabalho pela terceirização não impedem o desenvolvimento de grandes lutas envolvendo os trabalhadores. A imensa rotatividade, precarização e disciplinamento produtivo não se configuram em empecilhos a mobilização dos terceirizados.

A classe operária nunca poderá ser totalmente imobilizada. A história de luta mostra o potencial explosivo que tem estes trabalhadores tão precarizados e explorados. Paralisações e greves são frequentes na luta por respeito aos direitos trabalhistas, avanços em suas conquistas e benefícios. 

A terceirização foi claramente uma das medidas de precarização utilizada como ataque a todo conjunto e unidade dos trabalhadores. Para os que ainda restam com melhores condições e mais direitos, conquistados em lutas passadas a terceirização pressiona permanentemente seus salários para baixo, intensifica o ritmo de trabalho e representa o perigo constante de se tornar um trabalhador com menos direito e piores condições. 

Os terceirizados possuem ao seu lado a representação forte e determinada do SINTERN. A mobilização sindical dos trabalhadores consegue parar os serviços sempre que necessário na luta por melhores condições de trabalho e de salário. Trata-se de uma postura sindical que luta pela unidade dos trabalhadores e outra que mesmo com imensas dificuldades tenta romper o rotineirismo e responder de forma corajosa ao que é, provavelmente, o maior e mais corriqueiro ataque que os trabalhadores sofrem atualmente, a terceirização. 

Nós, trabalhadores devemos centralizar a luta contra a terceirização, pois está é parte fundamental  contra a precarização do trabalho, da privatização e pela unidade dos trabalhadores. Hoje, lutar sem ver a terceirização como um poderoso inimigo e os trabalhadores terceirizados como fundamentais aliados, seria ceder a uma pressão corporativista e não responder a altura dos ataques que sofremos. Façamos uma grande campanha contra a terceirização e precarização do trabalho!

Pela unidade dos trabalhadores!

 

José Fernandes de Sousa

Presidente do SINTERN