Juventude trabalhadora conserniana não deve se iludir com falso início de carreira
13 de maio de 2015 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

A paralisação da ABF foi iniciada no dia em que a COSERN divulgou aos seus empregados, que segundo o Guia VOCÊ S/A da Editora Abril, o Grupo Neoenergia está entre as 35 melhores empresas do Brasil para iniciar a carreira.

Indagamos! Será que os(as) jovens empregados(as)  da Cosern estão preocupados(as) somente com o inicio de suas carreiras? Acreditamos que não!

Ora o se que observa na empresa é a exploração explícita dos jovens empregados que são iludidos com falsas promessas de ascenção profissional.

A empresa ainda tem a coragem de afirmar que alguns desses jovens fazem parte do seu grupo de futuros líderes, será que eles acreditam verdadeiramente que serão futuros gestores ou gerentes?

Todo gestor hoje tem um auxiliar que é explorado com a falsa promessa de que um dia será Gestor. Sabe quando se cumprirá? Nunca ou com a morte do Gestor atual! Como o normal é não se desejar a morte de ninguém, conclui-se que a promessa nunca se cumprirá. 

Outra visão quanto ao início de carreira seria a de que, se o jovem não galga o cargo de gestor ou gerente, qual a perspectiva de crescimento deste jovem na empresa se não há um Plano de Cargo, Carreira e Salários – PCCS?. Não vislumbramos perspectiva nenhuma!

Na verdade o que a Empresa oferece é uma exploração sem limites onde para os jovens são determinados o inúmeros objetivos e tarefas que tem como consequência o adoecimento precoce se estabelecendo doenças físicas e mentais, como por exemplo: LER/DORT. 

Senão bastasse, a COSERN e o Grupo Neoenergia praticam uma desenfreada terceirização que eliminou postos de trabalho. Antes da privatização da COSERN eram em torno de 2.300 empregados e, nos dias atuais, 750 empregados próprios e cerca de 2.000 terceirizados. 

E não fica só aí! Caso seja aprovado o Projeto de Lei 4330 da terceirização sem limites, onde estarão estes Jovens trabalhadores da COSERN/ NEOENERGIA? Com certeza fazendo parte da estatística do trabalho precarizado contribuindo desta forma para que o número passe de 2.000 para 2.750 terceirizados, os quais mais se assemelharão a mão de obra escravizada com salários e benefícios reduzidos ou inexistentes.

Belo início de carreira! Acorda juventude trabalhadora coserniana! Vamos lutar contra aprovação do PL 4330 e para que a COSERN/NEOENERGIA trate os seus jovens empregados da maneira que realmente devam ser tratados com um PCCS condizente e salários justos e sem exploração.