Sindicalismo se faz com luta e mobilização
29 de julho de 2015 | Autor: FNU
Fonte: FNU

Como diria o compositor Caetano Veloso, alguma coisa está fora da ordem. A Federação e o CNE que fazem a luta realizam greve por 23 dias, enfrentando os patrões e o governo, é acusada de “pelegar” por uma “outra federação”, que faz greve final de semana e véspera de feriado, que terceiriza a luta através da judicialização e se derrama em elogios ao Diretor de Administração da Eletrobras, dizendo que o mesmo está fazendo um grande trabalho pelo “esforço” por apresentar 70% de uma folha, e que se arredondasse para uma já seria aceitável. O mundo deve estar de cabeça para baixo. A direção dessa “outra federação” deve considerar que os trabalhadores da Eletrobras são muito mal informados, sem capacidade de analisar o que foi a luta pela PLR 2014. Toda a mobilização feita, as reuniões de negociação, as assembleias, a interlocução política, os informes, a greve por tempo indeterminado, enfim todo o processo que culminou com a sua aprovação pela categoria.

 

A FNU e o CNE representam a imensa maioria da categoria não por acaso. Essa confiança se dá pelo seu histórico de lutas e mobilizações, a seriedade e a transparência, com que discute com a direção da Holding e o Governo, mas sempre  de  cabeça  erguida e independência, fazendo greve e paralisações sempre que necessário ou quando se esgota a possibilidade de negociação. O CNE e a FNU jamais apostarão na omissão ou na terceirização da luta, colocando nas mãos da Justiça as negociações da categoria eletricitária, seja no ACT ou na negociação da PLR.

 

Os omissos que preferem às sombras dos gabinetes, os conchavos, a pequenez política felizmente são minoria. A FNU e o CNE sabem o tamanho da responsabilidade que tem, das expectativas, dos sonhos que representam, portanto, continuará seguindo em frente, decidindo coletivamente, ouvindo todos sindicatos e as bases que eles representam. A FNU e o CNE jamais discriminarão qualquer trabalhador na mesa de negociação. Porém, essa representação deve comungar das mesmas práticas de mobilização, quem quiser fazer a luta sempre será bem vindo.

 

 

 

 

Responda rápido

 

Na Campanha da PLR 2014, quantos dias de greve fez cada Federação, a FNU/CNE fez no mínimo 23 dias. E a “outra” Federação?

 

 

 

 

Assinou, tem que cumprir

 

A direção da Eletronuclear parece que está fora da curva quando se trata do cumprimento do ACT e compromissos acordados com os seus trabalhadores. Essa postura equivocada se traduz em o não pagamento da 1º parcela do 13º salário e dos tíquetes acertado no fechamento da PLR 2014, bem como, a suspensão das férias, fato que atrapalha o planejamento de vida dos seus empregados. Durante a 1º rodada de negociação o CNE alertou a direção da Eletrobras que é preciso cumprir tudo que foi assinado. Os trabalhadores devem ter seu direito respeitado. A FNU e o CNE vão continuar cobrando uma nova postura da direção da Eletronuclear, pois ações deste tipo mostram um despreparo ou um desapreço à democracia e aos direitos conquistados pela categoria. Assinou, tem que honrar, tem que cumprir.

 

 

 

 

Privatização das distribuidoras é um ato de traição com os trabalhadores

 

A Federação Nacional dos Urbanitários e o Coletivo Nacional dos Eletricitários vêm  denunciando, desde 2014 a farra das nomeações de assessores com altos salários dentro das distribuidoras de energia do Sistema Eletrobras. Naquele momento o coletivo não teve dúvidas em afirmar que se tratava de uma barganha política, que visava acomodar apadrinhados dentro das empresas, mesmo em um momento onde a direção da Holding ,Órgãos do Governo Federal, como o MME e o DEST pregavam a austeridade nas contas. Uma total contradição.

 

Hoje, o CNE não tem dúvida que esses mesmos assessores tinham um papel ainda maior ao serem nomeados, a estratégia era preparar as distribuidoras para o processo de privatização. Esse tipo de ação já foi muito utilizada por governos tucanos no passado, e que infelizmente o Governo Dilma seguindo orientações “Levyanas” está retomando, que é o de iniciar o processo de desmonte de uma empresa de forma sorrateira, inchando” a folha, para que depois alegassem que a empresa é inviável e tem que ser colocada a venda.

 

A nomeação da atual Ministro e Minas e Energia, Eduardo Braga, foi outra sinalização de que havia o interesse do Governo em privatizar as distribuidoras. Já que o mesmo nunca escondeu de ninguém, que era a favor da privatização das distribuidoras, desde que as mesmas fossem atrativas ao mercado.

 

O CNE vai à luta para impedir a privatização das distribuidoras, por entender que estas empresas têm um papel muito além da questão de mercado. As mesmas são responsáveis pelo desenvolvimento econômico e de justiça social, em regiões que precisam da presença do estado em serviços essenciais para a sociedade.

 

As experiências da venda de distribuidoras de energia no Governo FHC foram um desastre, com milhares de trabalhadores demitidos, terceirização intensa, precarização da mão de obras, má qualidade nos serviços e tarifas exorbitantes para a população.

 

Os trabalhadores vão se mobilizar para esta luta, por isso no dia 30 de julho, será realizado em Goiânia o primeiro de uma série de atos contra a privatização da Celg e das demais distribuidoras de energia do Sistema Eletrobras. Pois, hoje querem privatizar as distribuidoras, amanhã se não fizermos nada poderá ser a geração e a transmissão. Uma verdadeira traição com os trabalhadores.

 

 

 

 

QUADRO DAS NOMEAÇÕES POR EMPRESA

 

•Amazonas Energia- 1115 Trabalhadores e 181 gestores.

 

• Eletrobras Distribuição Acre- 272 Trabalhadores e74 Gestores.

 

• Eletrobras Distribuição Roraima- 271 Trabalhadores e 48 Gestores.

 

•Eletrobras Distribuição Rondônia – 753 Trabalhadores e 94 Gestores.

 

• Eletrobras Distribuição Alagoas- 1.038 trabalhadores e 102 gestores.

 

• Eletrobras Distribuição Piauí- 1.172 trabalhadores e 104 gestores.

 

 

 

 

DESAFIOS DA FNU/ CNE

 

- Cumprimento do acordo da PLR 2014.

 

- Garantir PLR em 2015, 2016, 2017 e 2018.

 

- Garantir um ACT 2015 decente.

 

- Lutar contra as privatizações.

 

- Lutar por um novo modelo do setor elétrico.

 

- Lutar por um sistema Eletrobras com gestão transparente e eficiente, onde os trabalhadores sejam o seu maior patrimônio.

 

 

 

 

AGENDA CNE

 

29/07/2015

 

15h às 18h – Reunião de preparação

 

Local: STIU-DF – Brasília

 

 

 

30/07/2015 - Manhã

 

07h – Concentração no STIU-DF

 

Ato contra a Privatização das Distribuidoras

 

Local: Goiânia

 

 

 

31/07/2015

 

09h – 2ª Rodada de Negociação com a Eletrobras – Brasília - DF