Para os acionistas o lucro, para os trabalhadores a crise!
11 de novembro de 2015 | Autor: Intersindical Neoenergia
Fonte: Intersindical Neoenergia

Grupo Neoenergia apresenta proposta rebaixada com reajuste salarial menor que a inflação, insultando a categoria diante do lucro de quase R$ 400 milhões, registrado no primeiro semestre de 2015 e da distribuição de mais de R$ 260 milhões em dividendos.

 

A Intersindical Neoenergia participou de duas extensas reuniões com a direção da holding nos dias 10 e 11 de novembro, no Rio de Janeiro, para discutir a pauta unificada dos trabalhadores da COELBA, CELPE e COSERN. Na oportunidade, representaram os sindicatos os companheiros Pedro Damásio (SINTERN ), José Fernandes (SINTERN), Liane Chacon (SINTERN), André Monteiro ( SINDURB-PE), Elton Barbosa( SINDURB-PE), José Santos da Paixão (SINERGIA-BA), Diógenes Machado da Paixão (SINERGIA-BA), Gustavo Teixeira ( Técnico DIEESE-Subseção FNU) e Renan Costa (Assessor de Comunicação da FNU).

Desde o primeiro dia de negociação ficou bem claro que a direção da Neoenergia estava disposta a apresentar uma proposta rebaixada, bem distante do que os trabalhadores reivindicam. Foram feitas algumas apresentações pela direção da Neoenergia mostrando um quadro de profunda “crise”, mesmo diante do contraponto feito pelo Técnico do DIEESE, que apresentou estudo mostrando que o setor de distribuição de energia elétrica e a Neoenergia têm apresentado bom desempenho frente à conjuntura adversa da economia. Entre 2014 e o primeiro semestre de 2015, a Neoenergia acumula um lucro líquido de mais de R$ 1 bilhão.

Os representantes da Intersindical foram enfáticos em suas falas, classificando a proposta apresentada na mesa de negociação pela Diretora de Gestão de Pessoas, Lady Moraes, como indecorosa, a pior desde o processo de privatização das empresas nos anos 1990. A proposta não reconhece o esforço dos trabalhadores ao oferecer um reajuste de 5% nos salários de imediato e 2% em janeiro de 2016, frente uma inflação de quase 10%. Pelo visto querem que a categoria pague para trabalhar, para o ano que vem distribuir ainda mais dividendos para os acionistas.

É lamentável que a direção do Grupo considere que os trabalhadores tenham a intenção de aceitar uma proposta indecorosa como esta. Segundo o balanço das negociações do DIEESE, no primeiro semestre desse ano, 68% das negociações apresentaram reajustes salariais acima da inflação. A resposta dos sindicatos será dada a partir da conversa com as bases nas assembleias, apontando as contradições da proposta colocada e as ameaças veladas de retirada de direitos dos trabalhadores.

A Intersindical fez o seu papel argumentou, mostrou números com assessoria do DIESSE, ou seja, buscou a todo o momento avançar na proposta da Neoenergia, porém, a intransigência dos representantes do Grupo interessados somente nos lucros, jogou por água baixo todas as expectativas de se buscar o consenso entre as partes. (Confira aqui a proposta apresentada pela Neoenergia).