GOVERNO PERDERÁ APOIO DO MOVIMENTO SINDICAL URBANITÁRIO SE DER INÍCIO AO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DAS DISTRIBUIDORAS DE ENERGIA DA ELETROBRAS
03 de fevereiro de 2016 | Autor: FNU
Fonte: FNU

A Federação Nacional dos Urbanitários, a Confederação Nacional dos Urbanitários, a FRUNE, a FITUESP, a FURCEN, o CNE, os sindicatos do setor elétrico e de saneamento têm apostado até o momento no processo de negociação e de interlocução com o Governo Dilma. Porém, a mesma postura tem faltado por parte do governo, no último dia 27 de janeiro estava marcada, em Brasília, uma reunião previamente agenda no dia 19 de janeiro, com os ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), porém, para a frustração dos dirigentes sindicais e das centrais a mesma foi cancelada em cima da hora.

 

 

É importante ressaltar que na primeira reunião do dia 19 de janeiro, que só aconteceu devido à pressão das entidades, os dirigentes sindicais foram recebidos por assessores. Fato que demonstra o total desinteresse do governo em negociar de forma objetiva. No dia 01 de fevereiro foi agendada uma nova reunião com o Ministro Jaques Wagner para debater a situação das empresas distribuidoras de energia da Eletrobras, o entendimento da FNU é que caso não haja uma sinalização oficial de se retirar estas empresas do Plano Nacional de Desestatização (PND), não haverá outro caminho a não ser o rompimento formal com o Governo Dilma.

 

Essa posição será tomada diante uma análise conjuntural, pois os trabalhadores têm acompanhado a mudança de rumos do governo Dilma, primeiro foi a decisão de se vender a distribuidora CELG, uma empresa estratégica para o Povo do Estado de Goiás, depois a ampliação para privatização de todas as distribuidoras de energia nas regiões Norte e Nordeste, e por último a movimentação em torno da abertura de capital de Furnas, uma privatização disfarçada.

 

Os trabalhadores Urbanitários foram às ruas desde a eleição de Lula, por acreditar que este projeto político enterraria de vez a era neoliberal de FHC. Nos momentos mais difíceis de manutenção da governabilidade, da eleição de 2014 e da democracia, as entidades sindicais não hesitaram em defender este Governo. O sentimento que se tem diante destas decisões é de traição com as bandeiras que sempre fi zeram parte do projeto popular e democrático, de fortalecimento das empresas estatais e a valorização dos seus trabalhadores.

 

A decisão agora está nas mãos do governo. Cabe a ele decidir se está ao lado dos trabalhadores e do fortalecimento de empresas estratégicas para as regiões Norte e Nordeste, ou prefere ceder à pressão do capital privado e entrar para História como privatista de ocasião.