Movimentos sindical e social conseguem adiar votação do PLS 555
22 de fevereiro de 2016 | Autor: FNU
Fonte: FNU

A guerra ainda não, mas uma nova batalha foi vencida. Foi isso o que fizeram nesta terça-feira (16), no Senado, os dirigentes sindicais de várias empresas públicas como Eletrobras, Petrobras, Correios, Caixa, entre outras, e representantes de movimentos sociais como o MST e MAB. Eles conseguiram a retirada de pauta do PLS 555/15, que abre caminho para privatizar todas as empresas públicas no Brasil. Isso em nível nacional, estadual, distrital e municipal. Cerca de 120 empresas estatais no País teriam parte ou todo o patrimônio vendido.

Para fazer frente de resistência ao PLS 555/15, os senadores Roberto Requião (PMDB-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentaram hoje um substitutivo com o objetivo de tentar corrigir a proposta privatista. O texto deve ser apreciado na próxima semana.

Desde cedo, representantes da CUT e outras centrais sindicais estiveram nos gabinetes para sensibilizar os parlamentares a votar contra o texto. Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), pelo menos 30 senadores são contra a proposta. “Se não houver acordo, vamos para a disputa. Não vamos concordar com nada que venha fragilizar nossas estatais”, disse.

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) destacou que os senadores estão empenhados em evitar a aprovação da proposta que libera a privatização de forma total. “O relatório apresentado pelo senador Jereissati escancara as portas para se desfazer do patrimônio nacional”, avalia.

O relatório pela aprovação do PLS 555/15 apresentado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) reúne os textos PL 167/15 dele mesmo, do PLS 343/15 do senador Aécio Neves (PSDB-MG), várias emendas e do anteprojeto assinado pelos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Os parlamentares que defendem a privatização deverão incluir novamente o texto na pauta de votação na próxima semana.