Privatização da energia não é a solução
07 de março de 2016 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

Os movimentos sindicais e sociais repudiam a entrega do pré-sal brasileiro às transnacionais e as privatizações na Petrobrás e no setor elétrico brasileiro. O povo brasileiro está em meio a um violento ataque das grandes empresas transnacionais para tomar conta da energia de nosso país. No setor elétrico e no petróleo verifica-se forte ofensiva para tomar o pré-sal e a Petrobrás do povo brasileiro, bem como a privatização completa das empresas do setor elétrico. Lamentavelmente, Congresso e Governo caminham para atender aos interesses do capital internacional.

O projeto de lei (PLS 131) do senador Serra (PSDB) recentemente aprovado no senado altera as regras do PRÉ-SAL, retira da Petrobrás e caminham para entregar o petróleo brasileiro às petroleiras privadas como Shell, Chevron, ExxonMobil, BP, ConocoPhillips, entre outras. A aprovação do projeto no senado é uma agressão ao povo brasileiro e um retrocesso gigantesco e contou com acordo do Governo com PSDB e PMDB. A entrega do pré-sal significará menos empregos e menos dinheiro para educação e saúde.

No setor elétrico, governo se movimenta para privatizar e entregar as distribuidoras de energia elétrica como CELG (GO), Cepisa (PI), Ceal (AL), Manaus Energia (AM), Ceron (RO), Eletroacre (AC) e Boa Vista Energia (RR) para fazer caixa e pagar juros aos banqueiros. Porém, admite-se ainda que ações de Furnas podem ser vendidas. No cenário próximo também está em jogo a privatização de Tucurui e até Itaipu. A privatização da CELG é a porta para entregar o restante.

A ofensiva do capital internacional sobre nossas riquezas tem recebido apoio da grande mídia, do judiciário, do Congresso e Senado, de setores reacionários como PSDB e também do atual governo Dilma. Entregar a energia elétrica e o petróleo brasileiro ao poder das grandes empresas privadas transnacionais é uma atitude anti-pátria.

Retirar a presença do Estado no controle da energia representará mais sacrifício aos trabalhadores e trabalhadoras de nosso país, com perda de soberania, aumentos abusivos nas tarifas de energia e gás, perda de qualidade do serviço, apagões, demissões, precarização, terceirização, acidentes e mortes de trabalhadores e trabalhadoras.