COSERN decepciona os trabalhadores na mesa de negociação
18 de outubro de 2016 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

A bancada da COSERN foi avaliada como a pior dos últimos dez anos de negociação de Acordo Coletivo de Trabalho. Logo na primeira rodada de negociação, a comissão patronal demonstrou total desrespeito ao negar as reivindicações dos trabalhadores e pior ainda, sem apresentar propostas que atendam as demandas dos cosernianos.

No início das negociações, a representação dos trabalhadores afirmou que a celeridade nas negociações vai depender da disposição da COSERN em atender as reivindicações dos trabalhadores. Porém, tão logo as negociações começaram, a Empresa mostrou porque tem a pior gestão de Pessoas desde a privatização. Não foi apresentada contraproposta para a pauta dos trabalhadores. Não é a toa que os trabalhadores alteraram a sigla da área de Recursos Humanos de GRP - Gerente de Redução de Pessoas para GGP - Gerente de Genocídio de Pessoas.

O SINTERN está renegado e excluído das principais decisões que tratam da política de recursos humanos e na negociação do Acordo Coletivo ficou bastante evidenciado o quanto a COSERN desconhece as demandas de seus empregados. Deve ser porque a Empresa entre outras atitudes obscuras incluiu estagiários e menores aprendizes em sua pesquisa de clima organizacional sem que os mesmos tenham contato direto com seus gestores e gerentes e sem conhecerem a dura realidade dos departamentos em que estão lotados.

O fato concreto é que existem várias “COSERNINHAS” dentro da COSERN onde determinados setores tem suas normas próprias e as implantam conforme suas conveniências. È desta forma que assediam os trabalhadores com mais tempo de casa a darem entrada em suas aposentadorias e os massacram com jornadas extenuantes de trabalho, e pior ainda, sonegam o pagamento de benefícios previstos no Acordo Coletivo Vigente. É SÓ PÊIA!!!! É por isso que NÃO DÁ LIGA!!!!!

È neste cenário, que pasmem: a COSERN diz que vai negociar “o melhor Acordo Coletivo da Esperança” e ao mesmo tempo se contradiz ao afirmar que “tudo envolve custos”. Neste caso, como dar esperança aos trabalhadores de uma boa negociação se a Empresa visa apenas maximizar os lucros à custa do sacrifício e suor de seus empregados? Isso é ético? Não Companheiros!!!

Em uma clara tentativa de desmobilizar a categoria, tem gerente da COSERN anunciando que a Empresa vai implantar em apenas dois meses, ou seja, “a toque de caixa”, um Plano de Carreira. Vejam só vocês como a política de renumeração da Empresa é distorcida. Há mais de 15 anos a direção do SINTERN vem tentando negociar à exaustão um PCCS que corrija as graves distorções salariais existentes entre os empregados da Companhia. Os trabalhadores não são bobos, qualquer proposta neste sentido será negociada junto à pauta unificada, discutida na categoria e aprovada em assembleia. Cobrado pela comissão dos trabalhadores, sobre a afirmação desse gerente, a bancada patronal informou que: “se implantar um plano de cargos e salário hoje atingirá apenas 10% da categoria.” É isso que você espera da melhor empresa para se trabalhar?

Outra aberração denunciada pela representação dos trabalhadores foi a falta de ética e transparência com que a COSERN vem renovando o plano de saúde e odontológico. As medidas adotadas pela empresa são tomadas de forma arbitrária e vem sendo alvo de questionamentos de toda ordem, o que levou o SINTERN a adotar meditas judiciais como foi o caso dos trabalhadores que se aposentaram e tiveram aumento significativo para continuar no Plano de Saúde no contrato do PADE.

A COSERN precisa levar a sério a negociação com os trabalhadores. Se a Empresa não apresentar uma proposta séria que atenda as demandas e anseios da categoria não vai haver avanço nas negociações. A próxima rodada de negociação está marcada para o dia 20/10. Até lá a comissão de negociação laboral espera que a bancada patronal reveja seu posicionamento e retorne com disposição para dialogar VERDADEIRAMENTE com a bancada dos trabalhadores. 

Esta informação do Plano de Salários é para tirar o foco dos trabalhadores da negociação do Acordo Coletivo. Pela primeira vez em dez anos, ao final da negociação não foi elaborada uma ata de reunião tamanha foi a falta de consenso e compromisso da bancada patronal com os trabalhadores.