Negociação garante conquistas e traz avanços
10 de novembro de 2016 | Autor: Intersindical Neoenergia
Fonte: Intersindical Neoenergia

Foi realizada na terça-feira, dia 08 de novembro, no Rio de Janeiro, a primeira rodada de fato de negociação do ACT nacional dos trabalhadores do Grupo Neoenergia, já que o primeiro encontro no mês passado foi apenas a entrega e leitura da pauta. A mesa patronal contou com a presença da Diretora de RH, Eunice Rios, e demais assessores de RH do Grupo. Os trabalhadores foram representados pelos seguintes dirigentes: José Fernandes (SINTERN), Pedro Damásio (SINTERN), Liane Caco (SINTERN), Paulo de Tarso (CNU), José Gomes Barbosa (FRUNE), José Paixão (SINERGIA-BA), Pompeu Henrique (SINDURB-PE), Elton Barbosa (SINDURB-PE), Gustavo Teixeira (Técnico da Subseção DIEESE FNU) e Renan Costa (Assessor de Comunicação da FNU).

A bancada dos trabalhadores entende que esta foi uma das negociações mais difíceis dos últimos anos com o Grupo Neoenergia, devido a um cenário difícil, de crise econômica, de investida do TST e do Governo contra os direitos históricos, como a renovação automática dos acordos coletivos em caso de impasse nas negociações (fim da ultratividade).

Enfim, uma conjuntura altamente adversa para os trabalhadores, que se comprovou no inicio das negociações, onde foi apresentada uma contraproposta muito rebaixada, negando e parcelando o INPC pleno sem retroatividade, correção irrisória do tíquete, abono reduzido, ou seja, foi preciso um esforço gigantesco dos dirigentes para avançar para a proposta atual que na avaliação dos dirigentes presentes traz avanços e garante direitos. (Veja no verso os itens na íntegra).

A negociação que começou às 14 horas e avançou até o inicio da madrugada de quarta-feira, exigiu o máximo de concentração dos dirigentes da Intersindical Neoenergia, e do Técnico do DIEESE da Subseção da FNU, Gustavo Teixeira, que rechaçaram na mesa de negociação tudo aquilo que traria retrocessos para a categoria, e assim conseguiram apontar os caminhos para evolução da proposta. Foram inúmeras idas e vindas, consultas e argumentações bem balizadas para que se pudesse chegar aos números finais. 

 

Proposta de ACT de 2 anos é a novidade

O inicio das negociações não previa o ACT por dois anos, mas foi feita essa proposta pela bancada patronal, com alegação de seria importante diante das incertezas da nossa economia em médio prazo. Os dirigentes da Intersindical foram direto ao ponto, e afirmaram que esta proposta só teria sentido se houvesse a garantia de avanços na pauta, sem essa condição seria inviável.

Após ampla discussão interna e avaliação da proposta final do Grupo a bancada dos trabalhadores, avaliou que dentro do momento que o país vive, de fragilidade econômica, onde categoria maiores como os bancários tiveram dificuldades no seu acordo, poder assegurar por dois anos conquistas e avanços seria o caminho certo.