Greve Geral! Dez mil saem às ruas de Natal em defesa de direitos
03 de julho de 2017 | Autor: Assessoria de Comunicação do SINTERN
Fonte: Assessoria de Comunicação do SINTERN

Em Dia Nacional de Paralisação, 10 mil protagonizam #GrevePorDireitos na capital potiguar e, mesmo sob chuva, ecoam disposição em barrar as reformas previdenciária, trabalhista e a terceirização. Movimentação tomou as ruas de Natal nesta sexta-feira (30) numa demonstração de apoio da população e unidade do sindicalismo e dos movimentos sociais, Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo, junto a setores significativos da Igreja Católica e outros segmentos.

Ao longo da caminhada, que seguiu do cruzamento das avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho em direção à Praça da Árvore, no bairro de Mirassol, palavras de ordem, faixas, cartazes e artes reforçaram a necessidade de enfrentamento ao maior retrocesso social e de direitos trabalhistas e previdenciários que o governo Temer (PMDB) quer impor aos brasileiros.

Com a marca da diversificada expressão crítica do povo brasileiro, a manifestação de rua em Natal aconteceu depois de um dia de paralisações, marchas, piquetes, bloqueios de rodovias, carreata e ato político-cultural em todo o Estado do Rio Grande do Norte, e apontou a saída de Temer e a convocação de eleições #DiretasJá como única saída para o impasse político e a conflagração que se criou no país.

Avaliações

Presente ao ato, o presidente do SINTERN, José Fernandes, afirmou que a participação cada vez maior dos trabalhadores no movimento vai pressionar  o governo e o Congresso no debate sobre as reformas. "Os parlamentares que apoiarem a retirada de direitos dos trabalhadores não serão eleitos nas próximas eleições", disse.

Na avaliação dos presidentes da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Moacir Soares e Eliane Bandeira, respectivamente, a ampla participação da população no ato deste dia 30 evidenciam que os efeitos das reformas da Previdência e Trabalhista são clara e diretamente compreendidas pela população.

Para a senadora Fátima Bezerra (PT), as pessoas saíram às ruas porque “não aguentam mais os retrocessos do governo ilegítimo que está aí”. Ela afirmou que as reformas em discussão “têm o objetivo de destruir os direitos da classe trabalhadora”.

Ao longo da grande onda vermelha que cobriu a cidade de Natal, a cena mais comum foi composta de acenos e manifestações de apoio por um número grande de pessoas que acompanharam a caminhada de suas residências e transportes.

Entre os presentes, muitos servidores públicos, ativistas e pessoas não necessariamente organizadas.

 

Cosern

Os trabalhadores se concentraram desde as primeiras horas da manhã em frente ao prédio sede da COSERN. A categoria este presente ao ato reafirmando a disposição de luta contra as reformas e o desgoverno termer.

Mossoró

Em Mossoró, centenas se concentraram em frente à Igreja do Alto de São Manoel durante a tarde, e realizaram o "Arraiá da Resistência", com apresentação de artistas locais. 

Caicó

Na cidade de Caicó, entidades e movimentos realizaram um Ato Político-Cultural no período da manhã. Os manifestantes se concentraram na Praça de Alimentação, onde acompanharam apresentações de artistas locais, e seguiram em caminhada até o Centro Administrativo, encerrando a atividade com ato político e show de artistas locais.

Presentes à manifestação, professores do CERES de Cacó denunciaram desmonte da Educação.