Trabalhadores da COSERN denunciam assédios do CORPORATIVO DA NEOENERGIA
02 de agosto de 2017 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

A NEOENERGIA implantou um sistema corporativo, sem antes analisar as consequências, pois os gerentes e gestores exercem  em Empresas distintas das dos seus subordinados, e na Cosern não tem sido diferente. Como resultado foi estabelecido um novo tipo de assédio moral, ou seja, “ASSÉDIO MORAL À DISTÂNCIA”. 

O Gerente ou gestor, sem proporcionar a mínima condição de trabalho, assediam os trabalhadores por telefone e ainda criam GRUPO DE WHASTAPP e adicionam os empregados da unidade, que são obrigados a permanecerem no famigerado grupo, para que possam receber os comandos das chefias, que de líderes, não tem nada! Sendo, na realidade, verdadeiros capatazes. E tem mais, muitas vezes ordenam tarefas de trabalho no celular particular do empregado ou no WHASTAPP privado, e o que é mais grave, antes do início do expediente.

Te mais! Os trabalhadores da COSERN estão sendo vítimas de assédios à distância por parte de gestores e gestoras do CORPORATIVO DA NEOENERGIA, com ameaças de “DEMISSÃO” dentre outras, estas ameaças são direcionadas de forma injustificada com o intuito de pressionar  os cosernianos.

A forma descabida de ação dos gestores e gestoras do CORPORATIVO DA NEOENERGIA, mostra total desconhecimento da realidade das condições de trabalho dos trabalhadores da COSERN. Fazer a gestão à distância como foi implantada pela NEOENERGIA na COSERN causa estas e outras sérias distorções que já foram, por diversas vezes, previamente alertadas pelo SINTERN. 

O fato é que os gerentes e Gestores do CORPORATIVO DA NEOENERGIA cobram resultados sem oferecerem aos trabalhadores meios para alcançar os objetivos. Uma gestão moderna se faz com participação plena dos trabalhadores no planejamento e na execução das atividades.

Como exemplo, citamos as unidades CPBO e CBSC a primeira sediada na CELPE e a segunda na COELBA, cujos gestores são os campeões na modalidade “ASSÉDIO MORAL À DISTÂNCIA”.

Ainda tem mais... Os Gestores da CPBO e da CCLE, ambas sediadas na CELPE impõem que, os trabalhadores das três Empresas, exerçam suas atividades por produção, determinando um número mínimo de tarefas a serem realizadas diariamente, número este acima da capacidade física e mental de cada trabalhador. E ligam a cada 10 minutos fazendo cobranças e assediando.

O objetivo dos gestores é mostrar serviço e maximizar lucros. A redução de custos neste caso, vai custar caro para a COSERN. A Direção do SINTERN vai encaminhar os casos para o Ministério Público do Trabalho caso a Empresa não tomem as devidas providências. 

O SINTERN recomenda aos trabalhadores assediados que gravem as conversas com os assédios e que imprimam e levem para arquivo na casa de cada um, os e-mails enviados pelos assediadores e ainda, que não apaguem dos seus celulares as conversas do GRUPO DE WHASTAPP no do qual foram adicionados por imposição dos GERENTES/GESTORES ASSEDIADORES.

 

WhatsApp: pega mal não responder grupo do trabalho fora da empresa?

Você já está em casa, deitada no sofá, com o dedo no controle remoto para dar play na série, quando chega mensagem no grupo de WhatsApp da empresa. Como lidar? Ignorar ou participar da conversa? A resposta, segundo especialistas, , é clara: você pode fazer o que quiser.

No Brasil, a lei prevê que, após o fim da jornada diária, você tem direito a 11 horas de descanso. “Isso é para garantir o restabelecimento da saúde física e mental do trabalhador”, diz o advogado Leandro Moreira da Rocha Rodrigues, especializado em Direito Material e Processual do Trabalho. Nesse intervalo, você até pode responder mensagens do chefe, mas fará isso porque é dedicada, e não por ser obrigada.

A exceção é quem está de plantão à distância e, mesmo em casa, deve ficar à disposição da empresa. “Nesse caso, tem de haver uma cláusula específica no contrato de trabalho”, explica o advogado Mauricio Nahas Borges, mestre em Direito do Trabalho. Quem fica de sobreaviso recebe pelo plantão -- um terço do valor da hora normal para cada hora, pelo tempo máximo de 24 horas seguidas. Se for chamado para trabalhar, deverá receber hora extra.

 

Pega mal não responder?

Depende. Se as mensagens fora de hora chegam com frequência e isso não foi conversado na contratação, é aceitável não responder. Só que em vez de simplesmente ignorar os chamados, é melhor chamar o chefe para uma reunião. “É preciso questionar qual é a expectativa dele, se é realmente necessário que você esteja sempre disponível”, diz a psicóloga e consultora de carreira Daiane Riberio.

Às vezes, as mensagens são sobre tarefas que poderiam ter sido passadas ou alinhadas antes. Outro cenário possível é que o chefe mande mensagens fora de hora por estar na empresa em um horário diferente da equipe -- por começar a trabalhar cedo demais ou ir até muito tarde.

 

Quando cabe ação judicial

Caso você se sinta prejudicada, pode recorrer à Justiça do Trabalho para pedir o pagamento de horas de sobreaviso ou jornada de trabalho extraordinária -- a famosa hora extra. “Responder ao WhatsApp fora do horário de trabalho por vontade própria e gastar poucos minutos não é motivo para horas extras”, diz Borges. “Mas se o trabalhador tem sua mobilidade reduzida em seus horários de folga, é controlado pelo empregador por celular e tem a obrigação de ficar de prontidão, faz jus ao adicional de sobreaviso”, explica o advogado trabalhista Marcos Vinicius Martelozzo, do escritório Martelozzo e Rodrigues Sociedade de Advogados.

Para entrar com uma ação, é preciso reunir provas de que era obrigada a trabalhar em plantão à distância, sem poder desligar o celular ou computador e que ainda tinha de atender rapidamente o chefe, quando requisitada.

 

Fonte: UOL.