SINTERN luta por melhores condições de trabalho e de salário dos trabalhadores terceirizados
02 de agosto de 2017 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

Desde novembro de 2016, o SINTERN vem buscando consolidar as negociações coletivas para fechamento de acordo com todas as prestadoras de serviço da COSERN. Para tanto, o Sindicato aprovou junto a categoria uma pauta de reivindicações unificada. 

Não foi fácil e muitas dificuldades tiveram que ser superadas. Após muita luta, sem avanço nas negociações foram feitas paralisações para sensibilizar as direções das empresas e da própria Cosern.

As empreiteiras Barbalho, Dínamo e a Control responderam a pauta dos trabalhadores com um aumento de 8% de reajuste nos salários que elevou, por exemplo, o piso de salarial do  eletricista de linha morta para R$ 1.154,00. Na Barbalho, onde a defasagem do Eletricista de Linha Morta era maior, o ganho significou um aumento de 18,24%.

O SINTERN conseguiu avançar em cláusulas sociais importantes como plano de saúde onde percentuais de contribuição variam:  na Dínamo de 70% para a Empresa e 30% para o trabalhador; na Control, a Empresa participa com 60% e o trabalhador com 40% e na Barbalho com paridade em 50%. No vale alimentação na Dínamo e Control passou de R$ 13,00 para R$ 16,20. Foi garantido também para todas as terceirizadas cláusulas de seguro de vida e de segurança no trabalho, entre outras. A Data Base foi garantida para novembro, ou seja, ainda neste ano a luta recomeça por mais conquistas.

         O que tem obstaculizado a luta por mais conquistas e avanços são as licitações realizadas pela COSERN. Nem sempre as mesmas empresas permanecem no contrato. Acaba ocorrendo uma sucessão e novas empresas assumem o contrato da outra. Cada terceirizada que chega vem com novas diretrizes e gestão e nem sempre respeitam as condições anteriores do trabalhador.

A Dínamo e a Control, por exemplo, abandonaram a locação de veículo, o que trouxe sérios prejuízos para os trabalhadores já que estas empresas possuem frota própria.

A luta continua em novembro próximo ainda há muito a ser feito e perseguido como o pagamento da PLR. As tarefas para o próximo período não vão ser fáceis, mas com muita e força e união a luta será vitoriosa.