Intersindical reafirma posição de não aceitar redução da PLR
30 de agosto de 2017 | Autor: Intersindical Neoenergia
Fonte: Intersindical Neoenergia

om o objetivo de avaliar as mudanças sugeridas pela holding para a PLR dos trabalhadores do Grupo Neoenergia, os representantes da Intersindical realizaram em Salvador, no último dia 23, uma reunião com a presença dos dirigentes do Sindurb/PE, do Sinergia/BA e do Sintern/RN. Os companheiros José Fernandes, Pedro Damásio e Liane Chacon, do Sintern; Cristina Brito, Paulo de Tarso, José Paixão, Erisvaldo Pinheiro e José Barreto, do Sinergia BA e Pompeu Henrique, do Sindurb, formaram o grupo de discussão do encontro.

O principal tema da pauta foi a análise política e técnica da proposta de um novo modelo de PLR, apresentada pela direção da Neoenergia no último encontro com os dirigentes, no Rio de Janeiro. No geral, a apresentação da holding revelou alterações profundas, que implicam na limitação da verba para pagamento da PLR para os trabalhadores.

Apesar de já terem afirmado, durante a própria apresentação, para os representantes da Neoenergia que essas mudanças de metodologia seriam altamente danosas para categoria, os dirigentes sindicais avaliaram mais profundamente a proposta do ponto de vista técnico e político.

Consenso - Mudar as regras do jogo com ele em andamento é uma afronta a nossa inteligência e pode ser considerado um golpe, já que os sindicatos não têm acesso aos números alcançados pelas empresas. Esta é a opinião da Intersindical, que reafirmou a posição de não aceitar qualquer mudança nas regras da PLR que implique em prejuízo para os trabalhadores. O coordenador da Intersindical José Fernandes lembrou que os sindicatos vêm pedindo mudanças nas regras da PLR, que beneficiassem os trabalhadores, mas nunca houve uma sinalização da Holding. Dessa forma, não é admissível agora tentar socializar os prejuízos e ficar com os lucros maiores, beneficiando uma pequena parcela de gestores e gerentes. “Isso é um golpe e não aceitaremos mudanças que prejudiquem os trabalhadores do grupo”, garantiu Fernandes. A avaliação dos dirigentes é que a proposta nefasta para a PLR já pode ser o cartão de visitas dos novos acionistas do grupo.

A Intersindical Neoenergia, por outro lado, reafirma seu compromisso em defesa dos trabalhadores e se coloca firmemente contra mudanças. “Inicialmente, vamos buscar o entendimento em mesa.

Encaminhamos uma nova conversa com a direção da Holding para apresentar formalmente nossa posição e buscar o entendimento que beneficie o conjunto dos trabalhadores”, explica Pompeu Henrique, do Sindurb.

Rechaçada no Conselho - Na última reunião do Conselho de Administração, os Conselheiros Francisco Soares (Chicão), da Coelba, e Pedro Damásio, da Cosern, votaram contra esta afronta. O entendimento dos representantes dos trabalhadores é unânime: Esta proposta é um GOLPE!

 

Desde novembro/2016, nas negociações do ACT 2016/2018, a Intersindical cobrou os objetivos e metas para iniciar a discussão da PLR/2017. Porém, somente em AGOSTO/ 2017, com 8 meses decorridos, que a Neoenergia propõe as alterações.