Hora das reflexões: a verdade das negociações
11 de janeiro de 2010 | Autor: Direção do SINTERN

     A direção do SINTERN não cria expectativas, nem se aproveita da ocasião de fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2009/2010, para se vangloriar de vitória. No entanto, é oportuna uma prestação de contas para que cada um  realize suas próprias análises e reflexões.


    Os trabalhadores da COSERN, nos últimos três anos, vêm recebendo tratamento diferenciado em relação aos de outras empresas do Grupo Neoenergia.
    São três anos de aflições, dificuldades e tristezas, pois mesmo oferecendo toda sua capacidade laborativa em benefício do crescimento da empresa, os trabalhadores se ressentem com a COSERN que deseja lhes retirar direitos conquistados ao longo dos anos.


    A verdade é que ninguém quer perder nada daquilo que obteve com luta e desprendimento. O acionista luta para ter mais rendimento sobre as aplicações; os trabalhadores também nunca aceitariam perder seus direitos e benefícios conquistados durante anos.


    Ao efetuar um fechamento de Acordo Coletivo inconcluso, com seis cláusulas, indo novamente para Dissídio Coletivo, é justo que cada trabalhador reflita sobre o que vem ocorrendo, pois passou desde novembro de 2007 sem o reajuste salarial relativo aquele ano. Ainda existem cinco cláusulas cuja demanda ou posição, não dependerá de negociação, mas sim, do que outros decidam pelos que são realmente interessados.


    Que a direção da COSERN também faça sua reflexão e abdique dessas intransigências de reduzir benefícios para que trabalhadores e direção possam ter convivência salutar.