SINTERN participa do II Seminário da Rede Sindical Internacional
15 de março de 2010 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

 A direção do SINTERN participou de 10 a 12 de março do II Seminário de Rede Sindical Internacional. O evento foi realizado em Buenos Aires, na Argentina, com o objetivo de consolidar as redes sindicais internacionais do setor elétrico na América Latina e Caribe aonde estão presentes as transnacionais espanholas: IDERDROLA, ENDESA e UNIÃO FENOSA.

Eventos

    Este foi o segundo encontro. O Primeiro ocorreu em maio de 2009, em Fortaleza/CE, também com a participação da direção do SINTERN, e abordou a análise das Redes Sindicais.
    Estão previstos outros dois eventos no âmbito do projeto Desenvolvimento de Espaços de Negociação Coletiva Internacional em Empresas Espanholas do Setor Elétrico Presentes na América Latina, assinado entre a Fundação Paz y Solidaridad Serafín Aliga das CC.OO(Confederación Sindical de Comisiones Obreras) e o governo espanhol através da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), do Ministério dos Assuntos Externos e da Cooperação.

Participação
    A atividade contou com a presença de lideranças sindicais da Espanha, Brasil, Argentina, Colômbia, Guatemala, Nicarágua, Peru, Panamá, Chile e Bolívia. Os companheiros Ari Azevedo e Pedro Damásio  estiveram presentes no Seminário, representando o SINTERN e a Intersindical Neoenergia, juntamente com os companheiros do SINDURB/PE e SINERGIA/BA.
    Esta atividade foi fundamental para os eletricitários, sobretudo para os que pertencem ao Grupo Neoenergia, já que fortalece o debate e os laços de solidariedade e de luta dos trabalhadores das empresas que tenham participação da Iberdrola. O objetivo é melhorar o nível de conhecimento e comunicação sobre o estado atual do setor elétrico na América Latina, os processos de privatização, as condições de trabalho e a defesa dos direitos dos trabalhadores.
    “Neste seminário, fica claro a necessidade de internacionalização da organização dos trabalhadores, o impacto da globalização no emprego e nas condições de trabalho dos eletricitários. Só com a criação de uma redes desse nível é que teremos  acesso a organismos internacionais, tais como a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e a OIT (Organização Internacional do Trabalho). Por fim buscaremos no futuro próximo, um acordo marco Internacional que assegure direitos fundamentais para os trabalhadores  em todos os países aonde essas empresas atuam, como o direito à livre organização sindical e condições laborais tendo como base a matriz dessas empresas”, disse Ari Azevedo.

Balanço

    Nesse 2º seminário foi feito um balanço do encontro de Fortaleza, discutiu- se o papel da rede e seu reconhecimento pelas empresas e uma matéria relativamente recente que vem repercutindo no sindicalismo internacional que é o relatório de Responsabilidade Social das Empresas (RSE). Para os representantes da Intersindical Neoenergia foi apresentado o RSE da Iberdrola  para conhecimento e análise.
    As despesas de transporte, hospedagem e alimentação dos dirigentes sindicais foram custeadas pelo projeto.