COSERN dificulta avanços no Acordo Coletivo
22 de novembro de 2010 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

A COSERN se mantém irredutível nas suas posições de obstrução dos avanços nas negociações. A empresa amparada na sua já conhecida política de pessoal, que é a de negar de todas as formas os pleitos dos trabalhadores. Desta maneira não permite avanço de qualquer cláusula que possa garantir ganhos diretos ou indiretos na remuneração de seus empregados.


    Revolta - Os membros da comissão de negociação sindical repudiaram a insignificante proposta divisionária sugerida pela COSERN na reunião do dia 11 de novembro de 2010 e bateram forte. A bancada patronal continua insensível aos trabalhadores quanto a sua condição social, econômico e financeira. A empresa esquece de que são os trabalhadores que produzem a alta lucratividade do grupo, com desprendimento e determinação e mesmo assim, são tratados com indiferença.


    Os trabalhadores mostraram sua indignação contra este tipo de procedimento participando massivamente na assembléia geral realizada no dia 17 de novembro de 2010 em frente ao edifício sede da COSERN. A categoria repudiou por unanimidade a proposta da Empresa extravasando seus desapontamentos com calorosas vaias.


    Insensibilidade – A bancada patronal voltou no dia 18 de novembro de 2010 para a mesa de negociação, como se estivessem sensibilizados com a situação e dispostos a rever seus posicionamentos. Os representantes da empresa iniciaram a reunião pedindo para repassar a pauta cláusula por cláusula como forma discutir e avançar.


    Contudo, cada cláusula foi motivo de acirradas discussões com a bancada dos trabalhadores  que defendeu com veemência os pleitos da categoria uma vez que a COSERN buscava simplesmente descartar cada cláusula com a proposta de manter o Acordo Coletivo e em especial aquelas cláusulas que objetivassem a garantia de ganhos remuneratórios para os trabalhadores, a empresa não tinha proposta.


    Para melhores esclarecimentos de 15 cláusulas discutidas e sobre pressão concordaram em aprovar apenas três:

Cláusula sétima: pagamento dos empregados passará para o dia 25 do mês;
Cláusula Décima Nona: Auxílio-funeral – passou de R$ 2.500,00 para R$ 3.000,00;
Vigésima Primeira: Indenização por acidente de trabalho: passou de R$ 35.000,00 para R$ 40.000,00.

    Avaliação - Para melhor avaliação dos trabalhadores das 20 cláusulas aprovadas até o momento, não existe nenhuma que  represente ganhos reais imediatos, a exemplo das três citadas acima, vejamos: a Cláusula Sétima trata apenas de mudança da data do pagamento; no caso da Décima Nona o reajuste do valor é apenas para atender algum caso de fatalidade e a cláusula Vigésima Primeira também visa apenas garantir o valor para uma futura eventualidade acidental.


    No final da reunião a empresa resolveu apresentar uma nova proposta econômica:

1 – reajuste salarial: 5,39% = INPC + 0,46% de ganho real = 5,87%;
2 – Vale-Alimentação: manter o ACT com aplicação do índice – 5,87%;
3 – Abono = R$ 800,00.

    Esta proposta está muito longe de atender as necessidades dos trabalhadores. Será necessário intensificar ainda mais a mobilização contra a COSERN. Somente assim teremos a valorização e o reconhecimento profissional que merecemos.


 “Vamos à Luta companheiros!”