COSERN impõe fim do HORÁRIO MÓVEL
26 de janeiro de 2012 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

A direção do SINTERN e os trabalhadores foram surpreendidos com a veiculação do boletim informativo intitulado “NEOENERGIA INFORMA” no qual divulga que a COSERN não permite a realização de trabalho no horário móvel. A atitude da Empresa é unilateral, autoritária e descabida, uma vez que não houve qualquer tipo de entendimento entre o Sindicato e a Companhia que levasse a esta medida nefasta.


    O informativo patronal é contraditório em suas informações, pois no seu último parágrafo, diz que, será permitido início das atividades antes das 8hs, com prévia autorização do superior imediato e superintendente da área. neste caso, se trata de hora extra. Fique atento trabalhador(a).


    O trabalhador que usava o horário móvel, sem dúvida reagiu a essa medida da COSERN. Alguns aproveitaram a situação para tentar envolver a direção do SINTERN julgando ter o Sindicato alguma responsabilidade por esta situação absurda.
    Para esclarecer os fatos, é necessário que os trabalhadores conheçam a verdade, para que possam identificar o porquê dos acontecimentos:


1 – O último acordo coletivo em que existiu o horário móvel, foi o de 2005/2007, onde está escrito que o uso deste horário era só “EVENTUALMENTE” e que as horas ACUMULADAS seriam COMPENSADAS NO MÊS SEGUINTE.

2 – No acordo 2007/2008, a COSERN levou para dissídio e na audiência no TRT, os advogados do SINTERN retiraram da pauta a JORNADA DE TRABALHO, onde estava o horário móvel. Por que a COSERN não fez um boletim nesta época dizendo que o horário móvel tinha acabado?

3 – Em defesa dos trabalhadores, mesmo com a retirada da jornada de trabalho, a direção do SINTERN manteve nas pautas de negociações o horário móvel, mas sempre colocando que deveria ser para todos os trabalhadores, com a retirada da palavra “eventualmente”. O Sindicato ainda defendeu que se não fossem compensadas as horas acumuladas no mês seguinte, estas deveriam ser pagas como extras. A COSERN, nunca discutiu o assunto, e a cláusula sempre ia para novo dissídio. Onde está a verdade?

4 – Verificando que a COSERN estava apenas se aproveitando dos trabalhadores, pois a cláusula não era discutida e ia toda vez a dissídio, a assessoria jurídica do SINTERN optou por não inserir mais na pauta o horário móvel.

5 - O SINTERN concorda com o horário móvel para todos os empregados. neste caso as horas que não sejam compensadas no mês seguinte, sejam pagos como hora extra.

    O mais importante de tudo isto é que a COSERN não propôs negociar a jornada de trabalho, onde o horário móvel é um dos seus parágrafos. Vejam que aberração! Mesmo que o Sindicato tivesse negociado a inclusão do horário móvel, ele iria a dissídio como cláusula não negociada.