Trabalhadores paralisam atividades por práticas anti-sindicais da Terceirizada Barbalho
26 de março de 2012 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

    Os trabalhadores da Empreiteira Barbalho, terceirizada da COSERN, paralisaram suas atividades até que a empresa reveja suas prática anti-sindicais com seus empregados e com os diretores do SINTERN. A decisão foi tomada na manhã de hoje, dia 26 de março, apões reunião na sede do Sindicato.


    A crise foi estabelecida após dois trabalhadores que participavam de comissão de negociação, junto a direção do SINTERN, serem sumariamente demitidos sem justa causa. Como se não bastasse tamanha arbitrariedade, o diretor do Sindicato, Ari Filho, foi expulso das de pendências da Terceirizada quanto tentou estabelecer o diálogo para reverter as demissões.


    Os trabalhadores, através do Sindicato querem, desde o dia 19 de março, estabelecer um canal de negociação com a Empreiteira para tratar questões de ordem trabalhista, tais como discussão de um piso salarial, plano de saúde, jornada de trabalho, DSR e periculosidade. Para tanto, ao contrário do que afirma a Barbalho ao colocar que “o SINTERN não tem nada que resolver por lá”, a presença de dirigentes sindicais dentro da terceirizada em horário de expediente se faz necessária para orientar os trabalhadores para a formação da comissão de negociação.


    Demitir trabalhadores que participam de comissão de negociação sem justa causa é a forma mais perversa de amedrontar os demais empregados. Eles estão em um movimento de caráter reivindicatório de forma pacífica, livre e legítima.
Expulsar o dirigente sindical ao questionar a conduta deplorável da empresa é uma atitude que atenta contra os princípios constitucionais que tem o SINTERN como legitimo representante da categoria. Trata-se de uma atitude anti-sindical que transgride a forma legitima de organização dos trabalhadores.


Em um ato de repúdio e de coragem contra a forma truculenta da empresa para com as demissões e com o dirigente sindical, os trabalhadores se deslocaram a sede do sindicato de onde decidiram por unanimidade pela paralisação até que os trabalhadores sejam readmitidos para que se iniciem as negociações.