Trabalhadores das terceirizadas na luta por melhores condições de trabalho e de salário
25 de junho de 2012 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

A luta dos trabalhadores das terceirizadas da COSERN ganham a cada ano maior destaque na luta contra a precarização das condições de trabalho e de salários da categoria. Os terceirizados não querem ser rotulados como “empregados de segunda linha” e por isso estão no momento lutando por reconhecimento e valorização profissional.

Paralisação – Um exemplo desta mobilização ocorreu no dia 21 de julho de 2011 quando os trabalhadores da ABF cruzaram os braços. A paralisação foi de advertência contra a empresa que se negava a atender o pleito dos empregados.

Os trabalhadores não querem pagar a conta pelas limitações orçamentárias dos contratos firmados entre a ABF e a COSERN que ninguém conhece os números e em que condições estão sendo executados. São estes contratos obscuros feitos com as empreiteiras como a ABF que aumentam a lucratividade da COSERN ano após ano. Em 2010, a Companhia lucrou em torno R$ 250 milhões através da exploração dos 1,6 mil terceirizados em todo o estado.

Os trabalhadores da terceirizadas não tem direito a participação nos lucros. Direito este no qual um trabalhador da COSERN ganha só em PLR o equivalente a um ano de salário de um companheiro lotado nas empreiteiras.

Situação é totalmente injusta, uma vez que os serviços de ligação nova, corte, fiscalização, leitura, entrega de recibos, entre outras atividades fins da COSERN estão sendo realizadas pelos trabalhadores das terceirizadas. Trata-se de flagrante desrespeito ao Termo de Ajuste de Conduta firmado pela Companhia no Ministério Público do Trabalho no qual proíbe a subcontratação de empreiteiras para execução destes serviços.

Os manifestantes se dirigiram ao SINTERN de onde aguardaram o desfecho da negociação entre os representantes dos trabalhadores e a direção patronal. Em assembléia realizada no auditório do Sindicato decidiram pelo retorno ao trabalho tendo já conquistado um adiantamento de 7% do reajuste salarial. Ainda foi garantido pela ABF que o ponto dos trabalhadores que aderiram o movimento não seria descontado.

Os trabalhadores da ABF deram um exemplo de mobilização para a categoria eletricitária. Quase a totalidade dos empregados da empresa aderiu a paralisação.

Adesões - O movimento iniciado pelos trabalhadores da ABF ganharam a adesão das demais terceirizadas. Os indicativos que a paralisação poderá ter abrangência estadual com todos os 1,6 mil trabalhadores com braços cruzados por melhores condições de salário.

Os empregados da ABF e Ceneged paralisaram suas atividades respectivamente nos dias 21 de julho e 8 de agosto em sinal de advertência. Caso as negociações não avançassem no sentido de atender as reivindicações dos trabalhadores haveria greve por tempo indeterminado em todas as empreiteiras.

Após diversas reuniões de negociação envolvendo comissão de trabalhadores e da direção do SINTERN, paralisações, atos públicos e assembléias, os empregados da ABF e da CENEGED conseguiram dobrar a intransigência patronal. O resultado da mobilização é que a categoria obteve um reajuste salarial de 14,89% e de 15,89% respectivamente, ou seja, quase o dobro da inflação do período.

Caso as negociações com a COSERN não avancem, o exemplo da mobilização poderá ser uma importante alternativa de luta que não pode ser descartada.