COSERN terceiriza atendimento prejudicando consumidores e trabalhadores
26 de junho de 2012 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

A COSERN continua a terceirizar suas atividades fins. Desta vez foi o setor de Atendimento ao Consumidor em Natal. A medida prejudica consumidores com a mudança de local onde é realizado o atendimento e os trabalhadores que ficam com os seus empregos ameaçados.

Com a terceirização, o atendimento de consumidores de Natal mudou do prédio sede da Empresa para um edifício na Av. Alexandrino de Alencar onde, nas redondezas do local, há um alto movimento de trânsito e não tem estacionamento.

A empresa já terceiriou o Teleatendimento e desde o dia 28 de fevereiro de 2012, fez o mesmo com Atendimento de Consumidores na Cidade de Mossoró. O processo de terceirização está consolidado nos atendimentos de consumidores e plantões avançados de Goianinha, Ceara Mirim, Assú, entre outros.

A COSERN ainda realiza a terceirização de todo serviço de fiscalização de redes, linhas, consumidores em todo o estado inclusive na Grande Natal. O objetivo da Empresa é apressar enquanto corre a ação, com seus devidos recursos, para ao final, não haver praticamente nada a ser privatizado.

 

SINTERN recorre à justiça contra a terceirização na COSERN

A reação da direção do SINTERN contra a terceirização na COSERN será enérgica. O Sindicato vai recorrer a justiça contra a Empresa. 

A direção do SINTERN mais uma vez denunciou o desrespeito da COSERN para com as decisões do Ministério Público do Trabalho da 21º Região, bem como, sobre ação da 1º Vara do Trabalho do TRT/RN, em relação a execução do TAC contra a terceirização do serviços fins não cumprido pela Cosern desde 2000.

O Sindicato não pode ficar omisso com relação à terceirização das atividades fins da COSERN especialmente quando o MPT-21º região executa o TAC, e a ação civil publica é acatada pela 1º vara  do TRT/RN, que determinou a EXPEDIÇÃO DE MANDATO DE CITAÇÃO, com aplicação de multa de R$ 1.350.786,116,64, além de exigir  comprovação da abstenção de contratação de empresas ou a manutenção de empregador de prestadoras de serviços em atividades ligadas as áreas administrativas e técnicas da empresa, no prazo de 180 dias, sob pena de incidência de multas.

Contudo, a COSERN no lugar de cumprir o que foi determinado na Ação Civil Pública, em desobediência a tudo, tratou de apresar o processo de terceirização do RN. Não há limites para ganância da COSERN quando se trata de aumentar ainda mais a sua lucratividade. Abaixo a privatização! Respeito à justiça e aos trabalhadores!