Intersindical ameaça paralisar negociações
12 de novembro de 2012 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

A Intersindical Neoenergia ameaça paralisar as negociações dos Acordos Coletivos de Trabalho da COSERN, COELBA e CELPE caso a diretora de Gestão de Pessoas da Neoenergia, Lady Moraes, não concorde em receber os dirigentes sindicais para discutir a pauta unificada da categoria. Não é possível que o processo de construção do canal direto de interlocução seja ignorado ou mesmo destruído em função do humor da diretora. Esta senhora tem que entender que a Intersindical é uma realidade e não mais depende da vontade somente dela. Nem a presidenta Dilma é tão intransigente!

A decisão é equivocada, pois além de não resolver o problema, criam muitos outros gerando consequências que ainda podem ser evitadas. Os trabalhadores não abdicarão dos seus direitos e conquistas que foram garantidos com muita luta e respeito mútuo.

Esta e qualquer outra prática antisindical não será admitida pela Intersindical Neoenergia. A liberdade de organização não é passível de interferências patronais.

É impossível aceitar um retrocesso na forma de negociação da Pauta Unificada dos trabalhadores das três empresas. Durante anos este modelo de negociação foi benéfico para avançar na resolução de problemas antes intransponíveis de serem resolvidos de forma isolada.

As negociações junto aos três sindicatos ainda estão apenas começando. Paralisar estas discussões resultaria em atrasos desnecessários, em concomitância com o aumento do nível de insatisfação dos trabalhadores no clima organizacional capaz até de gerar cisão de desagregamento da relação capital x trabalho.

A intersindical neoenergia está disposta a continuar o diálogo. Entretanto, caso a Neoenergia continue se recusando a receber os dirigentes sindicais, a diretora Lady Moraes deverá assumir a responsabilidade pelas consequências de sua ação intransigente. Os Sindicatos deverão utilizar todos os meios necessários para continuar a luta pela pauta unificada dos trabalhadores e pelo respeito aos representantes da categoria laboral.