Fez-se o melhor
11 de dezembro de 2012 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

Companheiros, estamos chegando ao fim das negociações visando o ACT 2012/2013, a proposta que hora apresentamos, é fruto das exaustivas reuniões entre o Sindicato e a Empresa, em Natal e no Rio de Janeiro. Não foi uma negociação fácil, as reuniões vararam as madrugadas. Exalte-se aqui o papel e o esforço da comissão de negociação, composta por todos os segmentos da categoria que de forma participativa fez o seu melhor.

A proposta que apresentamos é o resultado das negociações em mesa e, em especial, fruto das mobilizações de toda a categoria. O bom desempenho econômico e financeiro da empresa permitiu ao final garantia de proposta com avanços nas cláusulas econômicas. Destacamos o reajuste salarial, ganho real, abono e ticket restaurante como uma das melhores proposta de acordo do setor elétrico no 2º semestre.

No entanto, muitas reivindicações ficaram pelo caminho e mais uma vez o filme se repete com as remessas de cláusulas, para dissídio. As cláusulas sociais não tiveram o mesmo tratamento, o que coloca o papel social da empresas em xeque. Não avançamos na construção de um piso salarial mais significativo quando em sentido contrario a empresa retira da pauta a proposta de um plano de carga e salário que realmente garanta carreira.

A renovação de cláusulas conforme acordo anterior tem a sua importância. Agora excluir cláusulas novas como o fim da terceirização, sobra de turno, atividade extra COI, entre outras é não querer avançar em um acordo mais amplo em que estejam contemplados os desejos e anseios dos trabalhadores. É apostar no engessamento de acordar só o que é possível e por puro preconceito se recusa a debater determinados temas.   

A superação das dificuldades para se chegar a um acordo só foi possível graças ao amplo e irrestrito apoio da categoria. No ano do sexagésimo aniversário do sindicato, completados no último dia 25 de setembro, a agenda de luta dos trabalhadores coloca novos desafios, a distribuição da PLR e suas metas, entre outras, é um bom exemplo para se discutir e aprovar uma nova forma de distribuição.  Não vai ser uma tarefa fácil é preciso se reinventar, mobilizar para manter-se mais vivo do que nunca na luta em defesa dos interesses dos eletricitários do Rio Grande do Norte.