Trabalhadores querem uma PLR digna, que reflita os resultados de 2012
05 de abril de 2013 | Autor: Direção do SINTERN
Fonte: Direção do SINTERN

O balanço negativo da Eletrobras, divulgado terça-feira, dia 02, é reflexo do grande impacto no grupo das medidas tomadas pelo Governo Federal para reduzir as tarifas de energia elétrica. A perda de valor patrimonial foi de R$ 9,4 bilhões (-13%). Por outro lado, a Receita Operacional em 2012 cresceu R$ 4,8 bilhões (16,6%), sendo que o lucro líquido apurado sem as perdas resultantes da Lei 12.783/13 foi de R$ 2,7 bilhões, resultados esses que refletem a contribuição dos trabalhadores do Grupo e não podem ser esquecidos pela direção da Holding neste momento onde se inicia a discussão do acordo coletivo de trabalho.

A FNU e o CNE não têm dúvidas que os resultados apresentados devem ser levados em consideração quanto ao pagamento da PLR. Para a categoria não poderá ser diferente, pois conforme afirma a própria Eletrobras o prejuízo de 2012 “deve ser encarado como um evento pontual resultante dos efeitos da Lei 12.783”. Portanto, uma situação excepcional a qual os trabalhadores não possuem qualquer ingerência, mesmo porque, são atos de gestão.

Desde o início a FNU e o CNE se posicionaram contrários aos critérios adotados pelo Governo com relação a MP 579, por conta do entendimento de que tal medida seria altamente danosa para saúde financeira das empresas do Sistema. Fato que se comprovou com o enorme prejuízo da Holding (o maior da história de empresas com ações na BOVESPA).

É preocupante também a indefinição da forma como serão tomadas as ações do Sistema para lidar com a significativa perda de receitas daqui para frente. O processo de reestruturação tem trazido incertezas quanto ao PDI e a possibilidade “de alterações significativas no que concerne ao mix 'capital próprio e de terceiros”, sobretudo no que diz respeito às distribuidoras.

A FNU e o CNE entendem que esse cenário de indefinições mostra uma fragilidade da direção do Sistema, que muda o seu discurso a cada tomada de posição do Governo e do mercado. Todos os dias os meios de informação anunciam possíveis medidas e saúda a nova postura da Holding, de “austeridade”, simbolizada pelo corte de gastos, a redução de pessoal, privatizações de distribuidoras, enfim, todas as medidas de caráter neoliberal, que os trabalhadores rejeitam.

As ações e os discursos do Governo Dilma e da Direção da Eletrobras, principalmente do seu Presidente são típicos do modo tucano de governar, vejamos: Estado mínimo (tem que “enxugar” o excesso de pessoal), corte de benefícios, privatização das distribuidoras, enfraquecimento e desestruturação das empresas através da MP 579, ou seja, se jogou no lixou o projeto do Presidente Lula de transformar a Eletrobras na Petrobras do setor elétrico.

A FNU e o CNE repudiam essa agenda neoliberal. Por isso, vão realizar uma forte mobilização pelo pagamento de uma PLR digna e da periculosidade sobre a remuneração. Os trabalhadores eletricitários gostariam que a direção da Eletrobras tivesse a mesma determinação para implantar a portaria interministerial nos moldes da Petrobras, como está tendo para reduzir a periculosidade.

 

CALENDÁRIO CNE: 10 DE ABRIL

9h às 13 h – Reunião na sede da FNU para avaliação da Periculosidade com a presença da assessoria jurídica da Federação, discussão sobre PLR e preparação para mobilização nacional do dia 12 de abril.

15 horas- Entrega da pauta a Eletrobras