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INTERSINDICAL REPUDIA DEMISSÕES NAS EMPRESAS

Dirigentes sindicais solicitarão reunião com o Diretor de Recursos Humanos da Neoenergia, Bruno Coelho, para repudir postura da holding na demissão dos trabalhadores

Uma nova onda de demissões inundou as empresas do grupo (Coelba, Cosern e Celpe) na última semana. É nesse clima de trabalho que o grupo inicia o ano? Mais uma vez, a desculpa da “baixa produtividade” e problemas de relacionamento no ambiente de trabalho foram usadas para tentar justificar o injustificável. A verdade é que desde a chegada do novo acionista majoritário, Iberdrola, os trabalhadores do grupo Neoenergia tem vivido um verdadeiro clima de terror nas empresas. As famigeradas demissões são cada vez mais constantes e totalmente sem critérios.

Diante desse cenário, os dirigentes da Intersindical solicitarão uma reunião com o Diretor de Recursos Humanos da Neoenergia, Bruno Coelho, para repudir postura da holding diante das demissões dos trabalhadores. Importante destacar que os desligamos ocorrem num período de crise sanitária e crise econômica mundial. “É uma situação de total desrespeito. Temos casos que não se justificam e a desculpa é sempre a famigerada “baixa produtividade”, que nunca é comprovada, já que em sua maioria os trabalhadores sempre obtiveram excelentes avaliações de desempenho”, questiona o coordenador da Intersindical José Fernandes.

JUSTIFICAR O INJUSTIFICÁVEL

Nas conversas com os Gerentes de RH das empresas sempre a mesma desculpa. Todos tentaram justificar as
demissões afirmando que elas foram represadas durante a campanha salarial e que agora tiveram que ser realizadas, atendendo aos pedidos de gestores das áreas atingidas. Segundo eles, a maioria motivada por “baixa performance” e problemas de relacionamento com colegas e lideranças da empresa.

As demissões, sobretudo nesse momento de pandemia, afetam as famílias e dilaceram psicologicamente o trabalhador demitido, que perde seu sustento, seus benefícios e, acima de tudo, a sua dignidade, causando efeitos irreparáveis na vida da pessoa. É doloroso demais imaginar alguém da noite pro dia sem seu plano de saúde, sem o tíquete alimentação e sem perspectiva de retorno por conta da crise que o mundo vive. Isso é cruel demais.

Sobre o processo de demissões é importante lembrar que a Intersindical já fez diversas manifestações de repúdio nas reuniões com a direção da holding e enviou inclusive uma Carta ao Presidente da Neoenergia, Mário José Ruiz. Apesar do esforço dos dirigentes e das ações empreendidas no sentido de inibir essa prática dentro das empresas, as demissões seguem o mesmo ritmo. O que se comprova é que a decisão de demitir indistintamente é do novo acionista majoritário (Iberdrola), que impõe sua lógica de maximizar lucro e espalhar o clima de terror para intimidar os trabalhadores. A situação se comprova inclusive pela falta de argumentos dos gestores no processo de demissão. “Eles não conseguem sequer justificar o motivo de demitir. É uma situação desconfortável e injusta”, lamenta o coordenador.

NOSSA LUTA SEGUE – A Intersindical segue fazendo articulações no sentido de denunciar esta prática. “Estamos atuando para evitar que as demissões persistam. A luta é em várias áreas, inclusive com denuncia na OIT e outras esferas. Mas, o fundamental é haver também a união dos trabalhadores na luta para fortalecer as suas entidades e, assim, podermos combater esta prática com mais força”, frisa Fernandes.

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